Volkswagen pode assumir liderança mundial na venda de carros ainda este ano

Da Redação, com agências internacionais

  • JOHN MACDOUGALL/AFP

    Meta da Volks de liderança global consolidada até 2018 pode ser antecipada em três anos

    Meta da Volks de liderança global consolidada até 2018 pode ser antecipada em três anos

O grupo Volkswagen -- que inclui, além da marca mãe, Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Seat, Skoda, Scania, VW Veículos Comerciais e, ainda em processo de concretização, a Porsche -- tinha a ambiciosa meta de assumir a liderança mundial de venda de carros até o ano de 2018. Segundo as agências de notícias "Automotive News" e "Bloomberg", porém, o conglomerado alemão pode terminar 2011 já na primeira posição, ultrapassando a americana General Motors e a japonesa Toyota, que de atual líder deve cair para o terceiro lugar. O que vai acontecer a partir daí é uma incógnita, mas algumas fontes apontam que a marca pode antecipar seus planos de consolidação da conquista global em três anos (em 2015, portanto).

A informação, baseada em cálculos de analistas de mercado da J.D. Power e PricewaterhouseCoopers, aponta que as vendas gerais do grupo Volks devem crescer 13% em relação a 2010, somando 8,1 milhões de unidades até o final do ano. A rival GM também deve ter crescimento expressivo, por volta de 8%, chegando a 7,5 milhões de unidades e alcançando a segunda posição global, apenas um ano após se recuperar da concordata.

A Toyota, por sua vez, amargará queda de 9%, com um total de 7,2 milhões de unidades, afetada por falhas que levaram à enorme sequência de recalls em todo mundo, pelo trio terremoto/tsunami/desastre nuclear, que interrompeu a produção no Japão no começo de ano, e pelas inundações na Tailândia, que reduziram a produção do sudeste asiático mais recentemente.

A agência americana IHS Automotive, diverge e crê num cenário alternativo no qual a GM, impulsionada pela força das vendas na China, pode deixar Volks e Toyota para trás.

Só para lembrar, em 2010 a Toyota vendeu 8,4 milhões de veículos, contra 7,5 milhões da GM e 7,1 milhões da Volkswagen.  

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A FORÇA DOS EMERGENTES
Dois desastres naturais no Japão, um na Tailândia e uma monumental falha de confiabilidade em todo o mundo podem servir de justificativa para a queda da Toyota, mas a chave da reviravolta no ranking global de vendas está no sucesso dos competidores nos mercados emergentes, bola-da-vez quando o assunto é venda de carros.

O presidente da GM Dan Akerson havia dito em discurso, no último mês de setembro, que o foco da fabricante americana estava voltado para os mercados de China, Brasil e Índia, que ajudarão a marca a crescer 3,5% este ano. A China, por exemplo, deve comprar 2 milhões de carros das marcas Buick e Chevrolet até o final de dezembro. Para 2012, os americanos esperam crescer outros 6,5%, contando também com o empuxo da renovação de linha no Brasil.

A Volkswagen, por sua vez, adotou um planejamento que inclui investimentos de 76,5 bilhões de euros (R$ 190 bilhões) até 2016, válidos para todos os seus mercados de atuação, exceto a China. Isso porque no país do socialismo de mercado, que já é o maior consumidor de carros do mundo (em 2010, foram compradas 18 milhões de unidades no geral, marca que deve ser superada este ano), a Volks e suas joint-ventures locais devem investir outros 14 bilhões de euros (R$ 34,5 bilhões).

Com isso, os alemães projetam crescer 5% este ano, chegando a 7,2 milhões de unidades vendidas em todo mundo até dezembro. A diferença de 300 mil unidades entre a estimativa da fábrica e a dos analistas, no entanto, pode ser tirada pelo bom desempenho no BRIC (que além de Brasil, Índia e China inclui também a Rússia) e no boom do mercado premium -- a Audi já ultrapassou a Mercedes-Benz como segunda marca entre os consumidores de carros de luxo, perdendo apenas para a BMW.

2012
De acordo com a IHS Automotive, a Toyota pode recuperar a ponta em 2012 -- com o retorno da força total de produção em todas as suas fábricas, o grupo japonês poderia entregar 8,4 milhões de unidades no próximo ano, superando a VW por 500 mil unidades.

A J.D. Power, no entanto, discorda (outra vez) da IHS a aponta que a Volks deve manter-se à frente da Toyota em 2012, vendendo meras 50 mil unidades a mais.

Pelo visto, a briga nos próximos anos promete ser boa, se o mundo não acabar antes.



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