Ford Fiesta passa por reforma visual e parte de R$ 29.900

Claudio de Souza
Do UOL, em Buenos Aires (Argentina)

O Fiesta, carro mais vendido da Ford no Brasil, acaba de passar por uma reestilização. Tanto no hatch quanto no sedã, as principais mudanças foram na dianteira. Tratado pela Ford como Novo Fiesta, nome que pode gerar confusão quando a sexta geração -- à venda na Europa -- chegar por aqui, o compacto parte de R$ 29.900 com carroceria dois-volumes e motor 1.0. Na outra ponta dos preços está o sedã com motor 1.6 e todos os pacotes de equipamentos: R$ 44.810.

O Novo Fiesta, ao contrário do que se previa, não adotou o visual do indiano Figo. Em vez disso, os designers da Ford optaram por modernizar o conjunto óptico (cujo novo formato é difícil de descrever) e rebaixar e redesenhar a grade dianteira, agora com linhas trapezoidais semelhantes à do Focus. Mais acima, uma régua plástica na cor cinza arremata o capô do motor. Tais soluções mudaram radicalmente a cara do Fiesta em relação àquela adquirida em 2007, quando o modelo sofreu um facelift relativamente suave, mas muito eficiente. Como há três anos, a traseira do hatch não mudou. O sedã, por sua vez, continua confundível, se visto por trás, com o Focus -- mas ganhou um toque de Fusion 2009 nas lanternas, que têm acabamento cromado.

O recheio do Fiesta é um de seus principais apelos de venda, embora o marketing da Ford afirme que o consumidor gosta principalmente do visual do modelo. De série, o Fiesta sai da fábrica de Camaçari (BA), inaugurada por ele em 2002, com travas elétricas, controle remoto com abertura das portas e do porta-malas e botão localizador, alarme perimétrico, travamento automático das portas a 15 km/h, abertura elétrica do porta-malas por meio de botão no painel, ajuste de altura no banco do motorista, luz de cortesia com temporizador, alerta de manutenção programada, conta-giros, relógio digital, aviso sonoro de faróis acesos, espelho de cortesia para o passageiro, aquecedor, desembaçador traseiro e iluminação no porta-luvas e no porta-malas, entre outros itens.

A Ford optou por apresentar o Fiesta em duas versões, a Fly (básica, com o conteúdo citado acima) e a Pulse (com acabamento diferenciado e alguns extras, como computador de bordo e faróis de neblina). Ambas são incrementáveis com o kit Class, que nada mais é que ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos, por R$ 5.250. Isoladamente, o ar custa R$ 2.800. Para reforçar a segurança, por R$ 2.000 o comprador pode levar dois airbags frontais e sistema ABS (antitravamento) nos freios.

Sob o capô do Fiesta foram mantidos os motores RoCam 1.0 e 1.6, bicombustíveis, com potência de 69/72 cavalos e 101/106 cavalos (gasolina/etanol), respectivamente. O torque de cada propulsor com etanol chega a 9 kgfm e 15 kgfm.

A lista de preços do Novo Fiesta é a seguinte:

Fiesta hatch 1.0 Fly - R$ 29.900 
Fiesta hatch 1.0 Pulse - R$ 31.500
Fiesta sedã 1.0 Fly - R$ 33.500
Fiesta sedã 1.0 Pulse - R$ 35.150 
Fiesta hatch 1.6 Fly - R$ 32.300
Fiesta hatch 1.6 Pulse - R$ 33.905
Fiesta sedã 1.6 Fly - R$ 35.950
Fiesta sedã 1.6 Pulse - R$ 37.560

UOL Carros teve de fazer contas para chegar a esses valores, já que os preços de algumas das versões foram divulgados somente com pacotes de equipamentos incluídos.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
O test-drive do Novo Fiesta oferecido pela Ford nesta quinta-feira, em Buenos Aires e arredores, foi relativamente curto, mas devido ao trânsito complicado da capital argentina pelo menos foi possível familiarizar-se bem com a cabine. O carro era um hatch 1.6 versão Pulse com pacote Class -- ou seja, completo.

O acabamento do Fiesta é simples. É visível o esforço da Ford para caprichar no aspecto dos materiais e na forração das partes, mas mesmo assim sobram parafusos aparentes e plásticos duros. O painel ficou mais legível com o sistema "always on" (iluminação sempre ligada) e o novo grafismo. De um modo geral, a sensação é de razoável espaço.

A Ford fez questão de dizer que trabalhou bastante para reduzir o barulho no interior do Fiesta, fazendo ajustes nas fixações e nas peças. De fato, com o carro em trânsito, não notamos nada de anormal -- mas o manuseio de algumas peças, como as alavancas para ajustes dos bancos dianteiros, é desagradavelmente ruidoso.

Graças à regulagem de altura do assento, a posição de dirigir é boa (mas o volante é fixo). Uma ressalva deve ser feita aos retrovisores externos, que são estreitos e limitam a visibilidade. Nada que chegue a afetar a segurança.

Além de "vestir" bem o motorista, o Fiesta experimentado mostrou-se bem acertado em termos de direção e suspensão. No geral, ele é mais firme que a média dos carros compactos disponíveis no mercado brasileiro, o que resulta em maior precisão na condução. O pedal da embreagem pareceu um pouco alto, mas seu acionamento é macio. Trafegamos apenas em ruas e avenidas bem pavimentadas, nas quais a suspensão garantiu o conforto aos ocupantes do Fiesta.

O motor RoCam 1.6 é cumpridor, mas não se deve esperar dele um show de desempenho. Segundo a Ford, com etanol ele consegue levar o carro a até 170 km/h, e da imobilidade aos 100 km/h em 12 segundos. O consumo, também com etanol e também de acordo com a montadora, fica na faixa de 7,6 km/litro.

Viagem a convite da Ford do Brasil



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