Não custa sonhar: como seria o Volkswagen Gol GTi do ano 2012


Márcio Murta
Especial para o UOL

  • Arte: Rodrigo Chicon

    Gol GTi pelo designer Rodrigo Chicon: de cara nova e com LEDs, mas ainda azul e prata

    Gol GTi pelo designer Rodrigo Chicon: de cara nova e com LEDs, mas ainda azul e prata

O mercado brasileiro de automóveis segue batendo recordes de vendas nos últimos anos. Mas, ainda assim, há algo faltando: a variedade de esportivos. Na redação da Fullpower não faltam conversas saudosas sobre veículos que marcaram época: Ford Maverick 302 e Escort XR3, Dodge Dart e Charger R/T, Chevrolet Opala SS e Kadett GSi, Fiat Uno 1.4 Turbo... Modelos que inspiravam alta performance e eram muito desejados em suas respectivas épocas.

Mas eles se foram, e o quadro atual é desanimador. A única marca a oferecer veículos com uma pitada sincera de esportividade atualmente é a Fiat, com a linha T-Jet, disponível para Bravo, Punto e Linea. O Honda Civic Si abandonou nossa praça uma vez que, segundo a marca japonesa, o motor 2.4 i-VETC do novo modelo tornaria seu preço impraticável por conta do IPI brasileiro.

  • João Mantovani/Fullpower

    Taí um carro que deixou saudades: o Gol GTi

Diante dessa situação, decidimos dar formas atuais ao carro-símbolo dos esportivos nacionais, o Volkswagen Gol GTi. Nossa "versão" foi criada em softwares 3D pelo designer Rodrigo Chicon. A inspiração veio do primeiro modelo, apresentado para o público em 1988, e da mais do que real Saveiro Rocket (estrela do Salão do Automóvel de 2010 e capa da Fullpower 109).

Para o sonho ficar ainda mais perfeito, este "pocket rocket" teria a motorização 2.0 TSI com câmbio DSG do Jetta, com 200 cavalos e 28,5 kgfm de torque! Ficaria um canhão capaz de incomodar muito esportivo de grande porte.

Outra possibilidade (para um Gol GTS, talvez?) seria utilizar o conjunto mecânico completo do Jetta 2.0 aspirado, com um escape esportivo de ronco encorpado e pelo menos 150 cavalos. Um conjunto de rodas aro 17", parachoques e grade frontal com design agressivo, nova saída de escapamento e suspensão especial mudariam totalmente o estilo pacato do Gol original. No interior, seguindo a tradição, que tal um par de assentos do tipo concha da Recaro e um painel de instrumentos com nova tipologia e cores?

DÁ OU NÃO DÁ?
De acordo com Henrique Sampaio, gerente de Marketing e Produto da Volkswagen, uma série de fatores levou ao desaparecimento de esportivos no Brasil, inclusive Gol e Golf GTi.

"O Gol GTi que fez sucesso vivia uma outra época do mercado nacional. Não havia tanta oferta ou concorrentes no mercado. Na período, ele custava o mesmo que o Opala Diplomata, tamanha a sua exclusividade", explica Sampaio. "Hoje temos muito mais concorrentes e o público brasileiro está migrando do segmento de esportivos e veículos compactos para os utilitários esportivos".

De acordo com Sampaio, não faz sentido criar um esportivo compacto e muito caro enquanto as pessoas estão adquirindo modelos de porte maior. A melhor opção atualmente seria encontrar uma combinação entre um  conjunto motriz eficiente com um veículo que ofereça maior status. "O Jetta e o Tiguan são bons exemplos", justifica.

Rodrigo Pereira, supervisor de Planejamento de Marketing da Fiat, por outro lado, afirma haver, sim, mercado para veículos esportivos originais de fábrica no Brasil. "Fazer um carro desses para vender [muito] não adianta. Tanto acreditamos neste tipo de produto, que temos a linha Sporting com apelo esportivo apenas visual, e os T-Jet, cujo desempenho é elevado", explica Pereira. "Os turbinados, com uma pegada mais esportiva, são direcionados para um público diferenciado, que gosta disso".

Diga à VW como é seu GTI

A revista Fullpower preparou um questionário para que o leitor exponha suas preferências sobre um possível novo Gol esportivo brasileiro. As respostas serão encaminhadas ao alto escalão da Volkswagen. Você pode participar por meio da edição impressa (nº 118) ou visitando o site da revista.

Fernando Almeida, integrante da Força Livre e proprietário de uma das coleções de VW Gol mais diversificadas do Brasil, explica que, na década de 1990, o modelo GTi era o veículo mais caro de nosso mercado, de apelo muito forte.

"Tudo no carro era destaque, seja no interior ou no exterior. Bancos, apliques, rodas... E eram itens impossíveis de colocar em outros modelos, como a pintura azul com os detalhes em prata e painel de instrumentos, por exemplo", diz.

"Com o motor 2.0, o Gol GTi 'dava pau' em todo mundo na época. Era um carro de outro planeta. As gerações seguintes não conseguiram o mesmo destaque, porque eram simples e podiam ser confundidas com outro modelo qualquer", afirma o colecionador.

Adaptação de reportagem publicada originalmente na edição 118 da revista Fullpower

 

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