Nissan Frontier 2013 chega mais forte e também mais cara

Rodrigo Lara
Do UOL, em Aldeia da Serra (SP)

A Nissan apresentou nessa sexta-feira (10) o modelo 2013 da picape Frontier apostando em força e conteúdo. Explica-se: além de um novo pacote de equipamentos, que contempla a versão básica XE com freios ABS (antes, não era nem opcional para essa versão) e airbags de série, a picape também ganhou uma dose de ânimo extra no (já forte) motor 2.5 turbodiesel.

É o consumidor que vai pagar por isso, já que os preços subiram em média R$ 6 mil. A gama mantém as versões presentes na linha anterior. São elas, com seus respectivos preços atuais (em negrito) e anteriores:

- Nissan Frontier XE 4x2 manual – R$ 90.990 (era R$ 85.990)
- Nissan Frontier XE 4x4 manual – R$ 98.990 (era R$ 93.990)
- Nissan Frontier SE Attack 4x2 manual – R$ 98.990 (era R$ 93.990)
- Nissan Frontier SE Attack 4x4 manual -- R$ 106.990 (era R$ 100.990)
- Nissan Frontier LE 4x4 manual – R$ 118.990 (era R$ 110.390)
- Nissan Frontier LE 4x4 automática – R$ 126.490 (era R$ 117.890)
- Nissan Frontier LE Attack 4x4 automática – R$ 128.990 (era R$ 122.490)

A Frontier nada mudou na aparência: de maneira geral, a picape preservou seu aspecto robusto. Enquanto as versões XE e LE têm visual casual, as Frontier com o sobrenome Attack baseiam-se na agressividade pura, com o uso de estribos. O interior tem os itens básicos, como trio elétrico, direção hidráulica e ar-condicionado desde a versão mais básica.

Não há grandes destaques na lista de equipamentos da Frontier, sendo que os itens mais interessantes são os pneus de uso misto nas versões Attack, que melhoram muito o desempenho no fora-de-estrada, e a central multimídia das versões LE. Confira aqui a lista completa.

Nissan Frontier 2013
Veja Álbum de fotos

RAÇUDA
A principal novidade do modelo 2013 está mesmo debaixo do capô. O propulsor 2.5 turbodiesel ganhou uma considerável fôlego extra. Os dois mapeamentos continuam, com as versões 4x2 recebendo o motor com uma calibragem mais mansa: antes, o propulsor dessas unidades rendia 144 cavalos de potência e 36,3 kgfm de torque. Agora, esse números são de 163 cv a 3.600 rpm de potência e 41,1 kgfm de torque aos 2.000 rpm.

Já as versões com tração 4x4 da picape (com três modos, 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida, selecionáveis por meio de um comando giratório) saltaram de 172 cv e 41,1 kgfm para 190 cv a 3.600 rpm e 45,8 kgfm a 2.000 rpm. O bom incremento em potência, sendo que o valor máximo aparece em rotação menor, e o acréscimo de torque deixaram o motor mais elástico e a picape, que já tinha boa disposição, mais esperta.

Além da potência e torque a mais, o motor ficou mais econômico. A terceira geração do propulsor de sigla YDK é, segundo a Nissan, 10% mais econômica e emite 26% menos gases, embora a marca não tenha divulgado valores exatos. A unidade de força, na verdade, é a mesma utilizada pela Nissan no continente europeu e atende às normas de emissões Proconve L6 que entram em vigor no Brasil em 2013.

VIDA RÚSTICA
Durante o lançamento da Frontier, UOL Carros participou de um test-drive de cerca de 40 quilômetros com uma unidade SE Attack 4x4 equipada com câmbio manual de seis marchas. De início, os ocupantes encontram no interior da Frontier um acabamento com muito plástico e de aspecto pobre. Por mais que seja claramente uma picape de vocação "rústica", causa um certo desconforto estar num veículo de cerca de R$ 100 mil com esse aspecto. 

A picape compensa isso quando entra em movimento. O novo motor proveu-a de uma elasticidade interessante, que dispensa trocas de marchas constantes e faz a Frontier acelerar como nenhuma outra concorrente. O comportamento do veículo, em si, não mudou em relação ao modelo anterior (cuja avaliação completa pode ser vista aqui).

Ou seja: a Frontier continua sendo estável em curvas -- desde que o condutor lembre-se das suas pouco mais de duas toneladas de peso -- e valente e divertida na terra -- dá para brincar um pouco utilizando apenas a tração 4x2. O custo disso, como em todo veículo mais robusto, é cobrado em conforto: a suspensão traseira, por eixo rígido, transforma o interior da picape num brinquedo de parque de diversões quando ela está com a caçamba vazia. 

Em linhas gerais, a Frontier manteve suas qualidades (na verdade, no caso do motor, ampliou sua condição de mais potente do segmento, alardeada na famosa propaganda dos "pôneis malditos"), seus defeitos (um acabamento mais refinado faria bem ao modelo) e deve continuar a beliscar cerca de 10% do segmento das picapes. O que pesa contra o veículo da Nissan é justamente a renovação de dois nomes fortes, Ford Ranger e Chevrolet S10, prevista para acontecer esse ano -- a da S10 já na próxima semana, e com motor flex, também disponível na nova Toyota Hilux.

A marca japonesa acertou ao reforçar a porção mecânica, mas deixar de lado a parte visual e o conforto da Frontier parece ser uma estratégia arriscada.
 



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