Dodge Journey SE e R/T tentam ampliar presença do crossover

Da AutoPress
Especial para o UOL

A receita para crescer já estava nos planos da Dodge desde 2008, quando lançou no Brasil o crossover Journey. Mas, para alcançar seu objetivo, a fabricante tem agora de apresentar duas novas versões do utilitário esportivo com apelo mais familiar. A variante SE, de entrada, tenta ser a responsável por aumentar as vendas -- a expectativa da montadora é grande, com venda projetada de 2.600 unidades do Journey em 2010, número 106% maior que os 1.265 veículos comercializados em 2009 com a STX, até então configuração única do modelo. A Dodge também revelou uma configuração mais sofisticada, chamada R/T, para brigar no topo do segmento, enquanto a STX torna-se a intermediária.

A nova versão inicial, SE, é uma aposta da Dodge para tirar uma casquinha do Chevrolet Captiva e ao mesmo tempo rivalizar com o novo Hyundai ix35, Kia Sorento, Suzuki Grand Vitara e Honda CR-V, entre outros SUVs e crossovers do mercado. Para tal, o preço foi diminuído: o modelo custa R$ 85.900 contra iniciais R$ 87.427 de seu rival Chevrolet. Além de oferecer de série equipamentos de segurança como freios com ABS, assistência de frenagem de emergência, controle de estabilidade e airbags frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina.

Para chegar a um preço mais competitivo no Journey SE, foram suprimidos os dois lugares rebatíveis da terceira fileira de bancos. Mesmo assim, o crossover manteve o apelo familiar com uma interessante lista de itens de conforto. Há uma variedade de porta-objetos e porta-copos, compartimento de bebidas próximo ao porta-luvas, rádio com DVD player/MP3. Sob o capô, todas as três variantes do Journey permanecem com o motor 2.7 V6 de 185 cv assistido pelo câmbio automático com modo manual sequencial de seis velocidades.

FICHA TÉCNICA: Dodge Journey

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 2.736 cm³, seis cilindros em V, duplo comando de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com controle eletrônico de seis marchas à frente e uma a ré com opção de troca manual sequencial. Tração dianteira. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 185 cv a 5.500 rpm.
Torque máximo: 26,1 kgfm a 4 mil rpm.
Diâmetro e curso: 86 mm x 78,5 mm.
Taxa de compressão: 9,9:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais com sub-chassis e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink, com molas helicoidais com sub-chassis e barra estabilizadora. Controles eletrônicos de estabilidade, anticapotamento e de oscilação de reboque. Sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
Freios: Discos ventilados nas rodas dianteiras e sólidos nas traseiras. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Crossover médio-grande em monobloco com quatro portas e sete lugares nas versões SXT e R/T, e cinco lugares na versão SE. Com 4,89 m com 1,89 m de largura, 1,74 m de altura e 2,89 m de distância entre-eixos. Airbags de múltiplos estágios frontais, laterais e de cabeça nas seis janelas laterais.
Peso: 1.940 kg.
Porta-malas: 758 litros até o teto; 167 l com a terceira fileira de bancos em uso.
Tanque: 76 litros.

DODGE JOURNEY R/T
A versão mais equipada passa a ser a R/T, com preço de R$ 107.900, para disputar o segmento superior com modelos como Hyundai Santa Fe (preço sugerido de R$ 110 mil) e Toyota Hilux SW4 (R$ 110.964). A nova variante topo de linha do Journey segue oferecendo os sete lugares da configuração SXT e, entre os equipamentos, adiciona o sistema de áudio MyGIG de 30 Gb de memória, teto-solar, câmara de ré, computador de bordo, bancos revestidos em couro, detalhes cromados, assentos dianteiros com aquecimento, vidros elétricos com função one touch, e, ainda um trunfo em relação à nova lei sobre transporte de crianças nos carros: o crossover mexicano tem assentos de elevação para crianças na segunda fileira.

No exterior, o Journey apresenta formas musculosas, assim como outros carros da marca. A linha de cintura é alta e as janelas se estreitam em direção à traseira, transmitindo sensação de velocidade. As diferenças estéticas entre as versões são discretas, como maçanetas cromadas, rack no teto e rodas de alumínio de 19 polegadas na versão mais luxuosa R/T. Enquanto SE e R/T tentam esquentar a briga da Journey em outras faixas de preços, a variante já conhecida SXT continua com preço de R$ 99.900. E é com esse time completo que a Dodge torce por dias melhores no mercado brasileiro.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Apesar da aparência robusta do Dodge Journey, a palavra esportividade passa longe do crossover. Até porque esta não é a proposta: o Journey oferece espaço para a família viajar com conforto. E neste ponto o modelo tem méritos. A nova versão R/T oferece sete lugares e interior caprichado. Detalhes cromados, bancos de couro e equipamento multimídia trazem requinte e conforto para os passageiros. Mesmo assim, quem vai na última fileira de bancos anda muito espremido, sendo estes indicados apenas para crianças. Fora que com a terceira fileira em uso a capacidade do porta-malas despenca de 758 litros para 167 litros.

A versão SE, de entrada, tem foco no custo/benefício para atrair seu consumidor. Como consequência seu interior é mais simples e são oferecidos menos equipamentos. Mesmo assim este modelo ainda pode ser considerado completo, contando com freios ABS, controle de estabilidade, câmbio automático, direção hidráulica e ar-condicionado. E isso por R$ 22 mil a menos que a versão R/T. No exterior, com linhas envolventes, também quase não se percebe diferença entre as versões, salvo pela roda de alumínio de 19 polegadas da mais equipada R/T.

Na estrada, conforto é a palavra-chave do modelo. Sua suspensão é bem calibrada, trabalha bem nos terrenos irregulares e o espaço interno e ergonomia são bons. O câmbio automático de seis marchas é bem escalonado, mas aliado ao fraco motor 2.7 V6 de 185 cv demanda cuidado do motorista nas ultrapassagens, já que as retomadas são morosas.

Pelo preço no qual é comercializado, sente-se a falta no Dodge Journey de um sensor de estacionamento traseiro, mas pelo menos a versão R/T conta com uma útil câmara de ré.  (por Marcelo Cosentino, enviado a Brasília/DF)



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