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Nacional, Scout abre portas da Indian no Brasil por R$ 49.990

Aldo Tizzani

Da Infomoto

Com a inauguração da primeira concessionária Indian no Brasil, a centenária marca norte-americana inicia suas vendas no país -- por enquanto, por meio de uma única revenda, localizada em São Paulo (SP).

Inicialmente, apenas três dos cinco modelos prometidos pela marca chegam à loja: Chief Classic, Chief Vintage e Scout -- esta última, segundo Rodrigo Lourenço, diretor geral da empresa, representará 50% do total de vendas, que deve atingir 800 unidades entre novembro deste ano e do próximo.

Segundo o executivo, "devido ao cenário econômico atual, as operações foram iniciadas com cautela, mas a marca acredita em forte crescimento no longo prazo". Em sua fase de implantação, ao decorrer de 2016, a marca terá mais três lojas no país: Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC). Até o final de 2016, a marca promete mais quatro.

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Modelo será vendido no Brasil em dezembro nas cores vermelha (foto), cinza e preta imagem: Divulgação

Como é a Scout

Com preços a partir de R$ 49.990, ela será concorrente direta da linha Sportster 1200, da Harley-Davidson. Apresentada em 2014, ela voltou ao mundo após ficar fora por mais de sete décadas. Montado na fábrica da Dafra em Manaus (AM), a moto traz uma interpretação moderna da clássica motocicleta, com destaque para o motor, o primeiro com arrefecimento líquido da história da marca.

Em seu desenvolvimento, os engenheiros mantiveram a essência e o DNA original da Scout dos anos 1920, 1930 e 1940. Dessa forma, o chassi construído em alumínio do tipo "triângulo rígido" (Rigid Triangle, marca registrada da Indian), encontrado nos modelos clássicos, continua no novo projeto.

Ela usa um motor de dois cilindros, V-Twin, de 1.133 cc, oito válvulas e duplo comando de válvula (DOHC). A companhia afirma que os engenheiros combinaram design, desempenho e confiabilidade das antigas Scout com os componentes e tecnologias atuais: são 100 cavalos (a 8.100 rpm) e 9,98 kgfm de torque (a 5.900 giros). O conjunto conta com injeção eletrônica, câmbio de seis marchas e acelerador eletrônico "ride-by-wire".

O banco de couro marrom, além de conferir o aspecto clássico, fica a apenas 635 mm do solo, o que garante conforto e agrada pilotos de estaturas mais baixas. Com 2,31 cm de comprimento e pesando 244 kg (a seco), a Scout oferece ainda suspensão dianteira com dupla mola e 120 mm de curso e traseira com duplo amortecedor de 76 mm e regulagem na pré-carga da mola. Para ajudar no trabalho de amortecimento, o modelo adotou rodas de liga leve de 16 polegadas, calçadas por pneus 130/90 na dianteira e 150/80 na traseira.

O trabalho de frenagem é feito por um único disco de 298 mm de diâmetro e pinça de dois pistões na dianteira; e disco simples, também de 298 mm e pinça de pistão único, na traseira. Na Scout, o sistema de freios ABS é sempre de série e atua em ambas as rodas.

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Indian quer aproveitar a crise para se instalar no Brasil e encarar a Harley-Davidson imagem: Divulgação

Estética e cores

Para manter o estilo, a Indian equipou a  motocicleta com farol redondo com acabamento em preto e aro cromado, que reproduz o desenho original e ainda combina com outros elementos da motocicleta. O símbolo do tanque -- de 12,5 litros de capacidade e um moderno bocal aeronáutico -- lembra o que era utilizado nas Scout da década de 1920.

Básico, o painel de instrumentos traz conta giros digital, hodômetro, luz indicadora de temperatura do motor e aviso de reserva de combustível. A Scout será vendida nas cores vermelha, prata e preta, chamadas, respectivamente, de Indian Red, Silver Smoke e Black Smoke.

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