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Dê um rolê com Honda Pop 110i por São Paulo gastando só R$ 50

Cicero Lima

Da Infomoto

Modelo de entrada da Honda e quarta moto mais vendida do Brasil, a Pop foi renovada. Apesar da reestilização para tentar melhorar o controverso visual, a mudança mais significativa foi a adoção do novo motor flex de 110 cc, agora alimentado por injeção eletrônica. Batizada de Pop 110i, a moto japonesa entrou na linha 2016 custando R$ 5.100.

Direcionada a um público de baixa renda que procura um meio de locomoção confiável e econômico, a Pop 110i não poderia ser mais perfeita para ajudar Infomoto em uma complicada missão: passear durante um dia por São Paulo (SP) e se divertir gastando no máximo R$ 50, incluindo combustível, alimentação e até algumas comprinhas. 

Pastel no Pacaembu

Mario Villaescusa/Infomoto
Almoço na feira da praça Charles Miller, com dois pasteis e um caldo de cana: R$ 12 imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
O roteiro começou com um tradicional pastel de feira na Barraca da Maria, uma das mais conhecidas da capital. Ela faz parte da feira livre realizada às terças e quintas-feiras na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. Cada unidade, entre diversos sabores, sai por R$ 4. Com dois pasteis e um caldo de cana, também por R$ 4, garantimos o almoço por R$ 12.

Uma das vantagens da Pop é que, por ser pequena e leve -- 1.84 m de comprimento, 0,74 m de largura e 87 kg (a seco) --, ela acaba sendo muito fácil de manobrar em meio ao trânsito e estacionar. Tamanha simplicidade significa também a ausência de regalias como partida elétrica e cavalete central. Além disso, as pedaleiras do garupa são fixadas diretamente na balança traseira.

Parque do Ibirapuera

Mario Villaescusa/Infomoto
Caminhar no Parque do Ibirapuera, a área mais arborizada da capital: grátis imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
Quem quer visitar São Paulo precisa colocar em sua agenda o Parque do Ibirapuera, um dos pontos mais famosos e queridos da cidade. Eleito pelo jornal britânico "The Guardian" como o melhor parque urbano do mundo, o espaço convida à prática de esportes e está repleto de roteiros culturais, por conta dos museus e obras ao ar livre.

Lá é possível caminhar ou alugar uma bicicleta (R$ 5 por hora) para apreciar uma das poucas áreas verdes da metrópole. Para quem vai de moto, há vagas demarcadas e gratuitas. No caso da Pop 110i, há uma trava lateral no guidão para segurança.

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Ir ao MASP às terças-feiras sai de graça imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
Arte moderna

Eventos culturais não faltam em São Paulo, e muitos oferecem preços camaradas ou até visitas grátis. O MASP (Museu de Arte de São Paulo, por exemplo, tem entrada gratuita às terças-feiras, com acesso a um dos acervos mais valiosos da América Latina e ótimas exposições itinerantes. Só o vão livre do edifício, um dos maiores do mundo, já vale a visita.

Por ser localizado na Avenida Paulista, um dos pontos mais altos da cidade, ir ao MASP exigiu bastante do novo motor da Pop 110i. Equipada com câmbio de quatro marchas, semelhante ao da Biz, a pequena street não possui embreagem semiautomática, o que significa que o piloto precisar acionar o manete para arrancar ou trocar marchas.

Entretanto, como o torque aumentou de 0,74 para 0.9 kgfm na linha 2016 (diferença de quase 20%), encarar a ladeira da Rua Manuel da Nóbrega com garupa não foi assim tão complicado. Sair à frente dos carros no semáforo com duas pessoas a bordo também é fácil, embora o tranco provocado pela troca da primeira para a segunda marcha obrigue o passageiro a se segurar firme.

Hora do Rock

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Conhecer o centro velho e comprar um disco na Galeria do Rock: R$ 25 imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
Hora de conhecer um pouco do centro velho de São Paulo. Para chegar lá foi preciso descer até a Avenida Nove de Julho e encarar alguns buracos. Como o modelo não teve mudanças na suspensão, continua a apresentar limitações, especialmente quando é preciso levar alguém na garupa e o peso de carga extrapola 150 kg -- sua capacidade máxima. A traseira usa dois amortecedores que oferecem curso de 83 mm. Dependendo da carga e das condições do piso, o passageiro vai sentir muitas pancadas ao longo do percurso.

Charmosas, embora já não tão populares, as galerias são atrações conhecidas dos calçadões do centro velho. Uma das mais famosas é a chamada Galeria do Rock, que concentra lojas de discos (um vinil sai por R$ 25), de produtos para skatistas, estúdios de tatuagens e salões de cabeleireiros para cortes extravagantes.

O problema, no caso da Pop 110i, é que não há bagageiro: para guardar as compras, o jeito é usar uma mochila. Sob o banco só há tampa do tanque de combustível (com capacidade para 4,2 litros) e estojo de ferramentas. Uma boa novidade é que o assento não precisa mais ficar travado por um apoio durante o reabastecimento, algo bem incômodo na linha anterior.

Outra observação é que a injeção eletrônica fez muito bem para a Pop 2016, seja para ligá-la (acabaram os engasgos) ou para andar em marcha lenta nos congestionamentos.

Zona leste

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São 25 km do centro até o Itaquerão, mas andar tudo isso para conhecer estádio de abertura da Copa de 2014 vale a pena, ainda mais porque olhar não paga nada imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
No extremo da Zona Leste está um novo símbolo de São Paulo: a Arena Corinthians (popular Itaquerão). Distante 25 quilômetros do centro, exige que o visitante tenha paciência para encarar 45 minutos de metrô ou trem (R$ 3,50 o bilhete), partindo da Estação da Luz. De moto, chega-se mais rápido e gastando-se menos -- ponto para a Pop 110i.

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Rodar 155 km com a Pop 110i, abastecida com gasolina, custou apenas R$ 10,61 imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
Saldo final

Após conhecer de perto o local da abertura da Copa do Mundo de 2014, voltamos ao ponto de partida. Cruzar a maior cidade do Brasil, num total de 155 quilômetros, custou R$ 10,61 em gasolina, sendo R$ 2,99 o litro. O consumo ficou em 43 km/l, ótima média para quem precisa andar muito gastando pouco.

Fora o gasto com combustível, pagamos R$ 12 pelo almoço e R$ 25 para levar um vinil de lembrança (No Ibirapuera, preferimos o passeio a pé), num total de R$ 47,61. O mesmo roteiro feito por transporte público, sem contar as integrações do Bilhete Único, sairia por R$ 21, quase o dobro. Fora que demoraria mais e não permitiria apreciar a paisagem no decorrer do trajeto.

A Honda Pop 110i, portanto, mostrou ser uma companheira ágil, econômica e até valente para passear dentro da cidade. Afinal, ela não é tão frágil quanto aparenta, tem baixo custo de manutenção e garantia de três anos.

 

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