Com motor maior, Honda CG fica um pouco mais cara: R$ 7.990

Aldo Tizzani

Da Infomoto

A Honda lançou, nesta quinta-feira (6), a linha 2016 da família CG, a mais vendida do Brasil. A moto chega com várias novidades, sendo a principal a adoção de novo motor de 160 cc, da NXR 160 Bros, para oferecer mais potência e torque. O número de versões caiu para dois: CG 160 Fan (R$ 7.990) e CG 160 Titan (R$ 9.290).

Com a nova motorização, que também deu porte um pouco mais robusto à street, os preços ficaram ligeiramente maiores: R$ 633 na versão de entrada e R$ 651 na Titan. A CG 160 2016 chega às lojas ainda em agosto, disponível nas cores vermelha, cinza e preta (Fan) ou vermelha, branca e preta (Titan). A garantia será de três anos, sem limite de quilometragem, com óleo gratuito em sete revisões.

Uma das primeiras motocicletas a ser fabricadas no Brasil (atrás apenas da Yamaha RD 50), a CG já emplacou 11 milhões de unidades ao longo de quase 40 anos, sendo o veículo motorizado mais vendido atualmente no país, à frente até mesmo da dupla Fiat Palio/Palio Fire.

Só em 2014, por exemplo, foram 347.632 unidades emplacadas, de acordo com a Fernabrave (associação dos concessionários). A expectativa, com a nova geração, é manter o volume de vendas na casa de 350 mil unidades/ano, sendo 160 mil da versão Titan e 200 mil da Fan.

Divulgação
Motor de 160 cc foi trazido da NXR 160 Bros
O que mudou

Para a nova geração, além da adoção de um novo motor -- monocilíndrico flex de 162,7 cm³, capaz de gerar 14,9/15,1 cv de potência (a 8.000 rpm) e 1,4/1,54 kgfm de torque (a 6.000 rpm), respecivamente com gasolina/etanol --, que oferecerá dose extra de desempenho e até 8% em economia de combustível (é a mesma lógica do Volkswagen up! TSI: o motociclista faz menos esforço para acelerar, portanto consome menos), a street recebeu alterações na estrutura.

Um novo balanceiro promete diminuir a vibração; a inclusão de nova tampa lateral deverá facilitar a manutenção do motor (sem demandar a desmontagem do cabeçote).

Na parte ciclística, o chassi de aço tipo diamante ganhou reforços para fixação do propulsor. As suspensões usam tradicionais garfo telescópico com 135 mm de curso na dianteira e sistema bichoque (amortecedores duplos e mola) de 106 mm de curso na traseira.

Os freios são formados por disco dianteiro simples de 240 mm e tambor traseiro de 130 mm. Só a CG Titan, entretanto, oferece o sistema de freios combinados que será obrigatório a partir de 2019. Outro diferencial da versão de topo é o pneu traseiro mais largo e de perfil esportivo.

Novo visual

Outra tática da Honda para aumentar a robustez da CG está em dar a ela traços e elementos de motocicletas maiores. Para isso, carenagens frontais, semicarenagens laterais, defletores e assento ganharam grafismos inspirados na CB 300R e CB 500F.  O tanque de combustível está com linhas mais altas na parte superior, incluindo bocal aeronáutico. A capacidade não mudou: 16,1 litros.

Esteticamente, a CG 160 Titan tem apelo mais esportivo que a Fan, conferido por itens como defletores laterais, suporte da placa na rabeta, protetores e ponteiras do escape, pedal de freio e pedaleiras. Também são exclusividade do modelo de topo a incorporação de painel digital com conta-giros -- até que enfim! --, alças de apoio removíveis em alumínio para o garupa e desenho exclusivo para as rodas. 

Para a Fan, a boa notícia é que as rodas também passaram a ser confeccionadas em liga de alumínio, aposentando de vez as obsoletas rodas raiadas.

Infomoto participa de teste com a moto e publica suas impressões em breve.

Divulgação
Versão Titan ganhou painel digital e finalmente passou a ter conta-giros

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