Yamaha XTZ 250 Ténéré, R$ 15.015, vira flex para poluir menos

Arthur Caldeira

Da Infomoto

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    Motor de 250 cc passa a beber etanol para se adequar ao programa de controle de poluição para motocicletas, que ficará mais restrito a partir de 2016

    Motor de 250 cc passa a beber etanol para se adequar ao programa de controle de poluição para motocicletas, que ficará mais restrito a partir de 2016

Sexto modelo mais vendido pela Yamaha no Brasil em 2014, com 6.832 unidades, a XTZ 250 Ténéré foi atualizada para a linha 2016. A grande novidade está no motor, que é o mesmo monocilíndrico de 250 cc desde o lançamento, porém agora retrabalhado para aceitar gasolina e também etanol. 

Com essa e outras alterações, o preço inicial subiu para R$ 15.015, R$ 1.025 (ou 7,32%) a mais do que a linha 2015.

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Painel digital da Ténéré 250 ficou todo digital e inclui indicador "Eco" (acima do marcador de combustível), que acende quando condutor está guiando de forma econômica
A Yamaha não adotou tecnologia flex em sua pequena aventureira só por vontade própria: a mudança foi motivada por uma iminente mudança na legislação brasileira: a partir de janeiro do ano que vem entra em vigor a segunda fase do chamado Promot 4 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que prevê restrições ainda maiores nos níveis de emissões das motocicletas que circulam no país. 

"Os novos parâmetros foram determinantes para investirmos no aperfeiçoamento de nossa trail", admitiu Ricardo Miyazaki, representante da área de planejamento de produto da marca.

De acordo com a Yamaha, o propulsor vai ganhar meros dois décimos de cavalo de potência quando abastecido com o combustível vegetal: são 20,9 cv, mais precisamente, contra os habituais 20,7 cv gerados pelo derivado do petróleo (sempre a 8.000 rpm). O torque, por sua vez, é de 2,09/2,1 kgfm (gasolina/etanol), disponíveis a 6.500 giros.

O painel de instrumentos agora é totalmente digital, em tela de LCD, e agrega uma luz referente ao sistema "Blue Flex". Quando acesa, ela indica que o motor está acima da temperatura ideal e, se o motociclista insistir em acionar uma marcha nessas condições, o sistema desliga automaticamente a moto para evitar superaquecimento. 

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Yamaha se preocupou bastante em deixar traseira mais estilosa, com direito a lanterna de LED, mas esqueceu de itens como ABS, já presentes na concorrência

Nova traseira

A traseira, um dos elementos mais criticados da Ténéré 250, recebeu atenção especial. O visual ficou mais elaborado com o uso de LEDs na lanterna de LED; o bagageiro teve a capacidade de carga aumentada de 4,7 para sete quilos; as alças de apoio do garupa foram redesenhadas e passaram a ser feitas em alumínio; já o escapamento passou a contar com um protetor na cor preto fosco.

Especificações ciclísticas foram mantidas: nas suspensões, a caçula da família usa quadro semi-duplo em aço e garfo telescópico de 220 mm de curso (dianteiro) e balança monoamortecida de 200 mm de curso (traseira); os freios são a disco, mas não há sistema ABS (antitravamento) nem rodas de alumínio, itens já presentes na rival Honda XRE 300.

A Ténéré 250 Blue Flex 2016 chega às concessionárias a partir da segunda quinzena de maio, nas cores azul, cinza fosco, branco e marrom metálico. O modelo tem garantia de um ano, sem limite de quilometragem.

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