De Mônica a Van Gogh e Sete-Galo, conheça 10 apelidos curiosos de motos

Arthur Caldeira

Da Infomoto

Procure nos classificados pela Suzuki GSX 750F: surgirão poucas unidades à venda. Agora tente buscar por "Suzuki Mônica". Pronto: são centenas de anúncios da sport-touring da marca japonesa que tinha proposta mais estradeira do que a da sua irmã radical, GSX-R 750.

Tudo vem do conjunto óptico duplo da 750F, cuja forma lembrava os famosos "dentões" da personagem do cartunista Maurício de Sousa.

Bem humorados e espirituosos, os motociclistas costumam colocar apelidos -- alguns carinhosos, outras nem tanto -- em diversos modelos. Quem nunca ouviu falar da famosa "Sete-Galo"? Este é o apelido da Honda CB 750, como referência ao número da ave no jogo do bicho.

Conheça estes e outros apelidos curiosos de motos:

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1. Suzuki Mônica
Ela não fez tanto sucesso como sua irmã mais esportiva, a GSX-R 750, mas teve fãs leais na década de 1980. Tudo por conta do conforto e motor vigoroso de quatro cilindros com mais de uma centena de cavalos. Embora os primeiros modelos tivessem um farol único, a versão foi reformulada no final dos anos 1990. Ganhou dois faróis ovalados, que lhe renderam o apelido.

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2. Honda Bubbaloo
Em 1989, a Honda decidiu dar uma cara mais esportiva para sua famosa CB 450, naquela época o sonho de consumo de 10 entre 10 motociclistas. Para isso, encheu-a de carenagem e criou a CBR 450 SR: o desempenho era o mesmo, mas se você quisesse uma esportiva, era o que tinha. Em 1993, adotou grafismos rosa e roxo ao melhor estilo "new wave". Pronto: as cores chamativas da roupagem foram igualadas pelos fãs à embalagem do chiclete.

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3. Yamaha Viúva Negra
O início dos anos de 1970 assistiu a uma invasão das motos japonesas em todo o mundo, inclusive no Brasil. A Yamaha, vencedora nas pistas com suas motos de 250 cc e 350 cc, criou a RD 350 (o RD significava "Race Developed", desenvolvida pra corridas). Com um potente motor dois cilindros dois tempos, a Yamaha RD 350 tinha um desempenho elevado para época: 39 hp a 7.500 rpm. E, embora tivesse freio a disco na dianteira, outra raridade naqueles tempos, frear não era seu forte: daí o apelido em referência à aranha que mata seu companheiro após o acasalamento.

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4. Honda CG Bolinha
Lançada em 1976, a CG está para os motociclistas como o Fusca está para os motoristas de automóveis. Todo mundo começou -- ou pelo menos já pilotou -- uma Honda CG 125 na vida. Seu sucesso é tanto que até hoje a CG ainda está em produção, porém com desenho atual e motor de 150 cc com injeção. Da década de 1970 até os anos 1980, tinha tanque e tampas laterais com formas arredondadas. Essa é a tal CG Bolinha.

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5. Suzuki Bico de Pato
Quem hoje vê a linha GS da BMW, a Yamaha Crosser e outras motos de uso misto com aquele para-lama alto e prolongado nem imagina onde essa tendência surgiu. À sua época, foi tão diferente que ganhou o apelido de "Bico de Pato". A Suzuki DR 800, precursora do estilo com um dos maiores motores de um cilindro já fabricados, foi lançada em 1990 e seu design bicudo ainda é tendência.

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6. Honda Fazendeira
Na década de 1970, chegou ao Brasil a Honda CT 90. Uma pequena moto, com motor de um cilindro, 89 cc, e embreagem rotativa, como nas atuais Biz. Por ter perfil utilitário, com um bagageiro no lugar do assento para garupa, e voltada para o fora-de-estrada, com pneus biscoito e escapamento alto, a pequena CT90 ficou conhecida como "Fazendeira".

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7. Yamaha Van Gogh
A Yamaha DT 200 veio substituir o modelo de 180 cc no início da década de 1990. Com o motor de maior capacidade cúbica, foi preciso instalar refrigeração líquida e a Yamaha também adotou uma única aleta no lado direito do tanque para direcionar melhor o fluxo de ar. O design parecia um pouco desequilibrado e os criativos motociclistas brasileiros apelidaram a primeira DT 200 de "Van Gogh", o famoso pintor holandês que teve a orelha cortada.

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8. Honda Tucunaré
Em 1984, a CB 400 era a big-naked da época, mas a Honda decidiu atualizar o modelo e ampliar a capacidade cúbica do motor, surgindo assim a CB 450. Entretanto, ainda manteve em produção uma versão da CB 400 com o visual da 450. Como era produzido em Manaus (AM) para o mercado brasileiro, recebeu o apelido "Tucunaré", peixe típico dos nossos rios.

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9. Honda Sete-Galo
O apelido poderia servir a qualquer moto de 750 cc, pois o numeral 50 era o número do Galo no jogo do bicho. Entretanto, esse apelido ganhou fama com a Honda CBX 750F, que chegou ao Brasil em 1986 e foi fabricada até 1994 em diversas versões -- todas equipadas com o excelente motor tetracilíndrico de exatos 747 cm³. Alguns motociclistas mais antigos afirmam que na década de 1970, a antiga CB 750 já tinha esse apelido. 

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10. Honda Xiselão
A maioria dos trilheiros no Brasil começou a praticar o motociclismo fora-de-estrada com a Yamaha DT 180 ou com a Honda XL 250R, lançada em 1984. Mas em 1987, os motociclistas queriam algo mais e a Honda lançou a XLX 350R, que por seu motor maior ganhou o apelido de "Xiselão" por ser maior que a XL. Assim como a versão menor, a XL 125 ficou conhecida depois como "Xiselinha".

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