Uma seleção de motocicletas para pilotar (ou sonhar) este ano

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto, em São Paulo (SP)

A passagem para 2015 e o fim das férias significam a renovação de muitos modelos mundiais de motocicletas. Apresentadas nos últimos salões, começam a sair das fábricas para virar uma realidade ao consumidor.

E, claro, essa nova frota cria uma expectativa nos aficionados pelas máquinas de duas rodas, que ficam ansiosos para saberem como as motos se comportam e se as atualizações realmente fizeram efeito. Listamos a seguir dez modelos que desejamos pilotar em 2015, entre motos que já estão confirmadas para o mercado nacional e outras que ainda são "sonhos". Confira! 

DUCATI SCRAMBLER / 1299 PANIGALE
Começamos por uma máquina que não é a mais veloz, nem a mais bonita, mas que deixou sua marca ao ser apresentada mundialmente no fim do ano passado. Inspirada nas linhas do modelo ícone italiano dos anos 1960 e 70, a Scrambler voltou em quatro versões diferentes: Icon, Full Throtle, Classic e Urban Enduro, sendo a primeira a única confirmada para chegar ao mercado nacional, ainda este ano. Construída para ser "o mais Ducati" possível e atrair um consumidor mais jovem, a nova gama manteve traços de sua antecessora e os dizeres "Born in 1962" no tanque. Com seu motor de dois cilindros em L de 803 cm³, comando de válvulas desmodrômico e arrefecimento a ar e óleo, é um modelo que esperamos pilotar por aqui em breve.
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Projeto que revive a lenda dos anos 1960, Ducati Scrambler chega ao país
Já a nova 1299 Panigale foi apresentada no Salão de Motos de Milão de 2014.  Equipada com um renovado motor Superquadro (dois cilindros em L) de 1.285 cm³, oferece 205 cv de potência. Tudo isso para empurrar apenas 166,5 kg a seco! Uma relação peso/potência absurda. Também houve mudanças no design: a dianteira está mais larga e a rabeta foi redesenhada com dois painéis separados nas laterais. E ainda ganhou pacote eletrônico batizado de IMU, que integra os sistemas da moto (que incluem freios ABS de atuação em curvas). O câmbio permite a redução de marchas sem utilizar o manete de embreagem.
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Passando a ter motor 1.300 e 205 cv, nova Ducati Panigale merece ser pilotada
 
BMW S 1000 XR
Uma das grandes novidades da BMW em 2014 foi seu primeiro modelo crossover. Misto de esportiva, já que utiliza o mesmo motor de quatro cilindros em linha que equipa a superesportiva S 1000 RR, e de aventureira, em função das suspensões de longo curso, a S 1000 XR oferece versatilidade. Confortável, mira o motociclista que deseja uma moto com boa ergonomia para longas viagens, mas sem abrir mão de um alto desempenho.
 
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BMW S 1000 XR traz motor de superesportiva em corpo de touring
Para isso, traz propulsor tetracilíndrico de 999 cm³, capaz de gerar 160 cv de potência máxima e torque de 11,4 kgfm. A eletrônica embarcada inclui freios ABS, controle de tração e modos de pilotagem. Apesar de ainda não ter sido confirmada oficialmente pela BMW do Brasil, podemos esperar a S 1000 XR no país, pois outros modelos da família, que também inclui a naked S 1000 R, já estão por aqui.
 
YAMAHA MT-07 / YZF-R1
Embora já esteja no mercado europeu desde 2013, a Yamaha MT-07 é uma máquina que queremos pilotar em 2015. E possivelmente conseguiremos: a Yamaha já disponibiliza sua irmã mais velha por aqui, a MT-09, e tem planos de trazer o modelo no segundo semestre deste ano. A mecânica refinada e o design radical fazem da MT-07 uma motocicleta sofisticada, apesar de sua proposta acessível. A naked é equipada com propulsor de dois cilindros paralelos de 689 cm³ refrigerado a líquido e com comando duplo no cabeçote. A potência máxima é de até 74,7 cv a 9.000 rpm. Na Europa, o modelo de entrada (sem freios ABS) custa 5.690 euros, cerca de R$ 18.600.
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Se seguir características da família, Yamaha MT-07 será divertida de pilotar
A nova geração da Yamaha R1 tem motor de 200 cv a 13.500 rpm (18 cv a mais que o anterior). Soluções para reduzir o peso, como rodas e subquadro em magnésio e tanque em alumínio, deixaram a nova R1 com 199 kg em ordem de marcha. Ou seja: há mais de 1 cv para "puxar" cada quilo. E outro motivo que nos faz desejar pilotar a nova superesportiva da casa de Iwata é a semelhança visual com as máquinas utilizadas por Valentino Rossi e Jorge Lorenzo na MotoGP (Rossi participou ativamente do desenvolvimento da nova R1).
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Projetada com o auxílio de Valentino Rossi, YZF-R1 é moto para pilotar em 2015

KTM DUKE 390 / 1290 SUPER ADVENTURE
Em parceria com a Dafra, a KTM anunciou no início de 2014 sua volta oficial ao mercado brasileiro. Com promessas de diversos modelos, incluindo alguns montados aqui via CKD, a marca austríaca já teve cinco concessionárias nomeadas no país. Uma das motos que serão vendidas nessas lojas é a Duke 390, ainda no primeiro semestre. A  naked urbana oferece um propulsor monocilíndrico com 375 cm³ de capacidade, capaz de gerar 44 cv de potência máxima a 9.500 rpm e torque de 3,5 kgfm a 7.250 rpm. 
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KTM Duke 390 é uma das promessas para o Brasil este ano
A outra máquina que gostaríamos de pilotar em 2015 é a 1290 Super Adventure, o mais novo modelo aventureiro da KTM. É equipada com o mesmo motor bicilíndrico em V de 1.301 cm³ da bestial naked 1290 Super Duke, mas com "apenas" 160 cavalos de potência. Os itens eletrônicos ficam por conta do controle de estabilidade (MSC), freios ABS combinados, controle de tração (MTC), suspensão WP semiativa e piloto automático para maior conforto em longas viagens. Seu farol segue a trajetória nas curvas e o tanque recebe 30 litros.
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KTM 1290 Super Adventure tem projeto convidativo para longas viagens
 
KAWASAKI NINJA H2
Só por ser equipada com motor "supercharged", ou sobrealimentado -- é a única moto em produção com este tipo de equipamento --, a Kawasaki Ninja H2 já seria uma moto para se desejar pilotar em 2015. No entanto, a pintura espelhada feita na carenagem desenhada pela divisão aeronáutica da Kawasaki Heavy Industries faz com que a nova H2 impressione até parada!
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Motor "supercharged" de 200 cv é destaque da nova Kawasaki Ninja H2
Com linhas angulosas e um único canhão de luz central, quase escondido entre as entradas de ar dianteiras, a H2 tem 210 cv. Seu motor de quatro cilindros em linha e 998 cm³ veio da ZX-10R, mas recebeu um compressor de arquitetura centrífuga, que sopra o ar novamente para o motor e otimiza a mistura entre ar e combustível. Nos Estados Unidos, custa US$ 25 mil. e será vendida ainda no primeiro semestre.
 
SUZUKI GSX-S 1000
A Suzuki apresentou em 2014 a nova GSX-S 1000, naked que carrega o DNA superesportivo da marca. Utilizando como base o famoso motor de 999 cm³ da GSX-R 1000 reconfigurado para oferecer força também em baixos e médios regimes, a moto foca no desempenho esportivo, sem comprometer o conforto. Por isso, em vez de utilizar a letra R após o GSX, que significa "Racer", a Suzuki optou pela nomenclatura "S", que vem de "Street Sport".
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Motor da lendária GSX-R 1000 anima a naked Suzuki GSX-S 1000
Isso significa que a moto é esportiva, mas voltada para o uso nas ruas, ou para o "mundo real", como a própria fabricante enfatizou diversas vezes durante o lançamento na Alemanha. Já confirmada para o Brasil, a GSX-S 1000 coloca a marca na briga do segmento de big-nakeds.
 
HONDA RC 213V-S
Apesar de ter sido apresentada como protótipo, a Honda jura que a nova RC 213V-S é uma versão de rua da RC 213V, bicampeã mundial de MotoGP, que entrará em breve em produção. E, para isso, recebeu os espelhos retrovisores na ponta dos semiguidões, faróis, piscas e até suporte de placa. O motor, assim como no modelo de pista, é um quatro cilindros em V com 1.000 cm³, que promete fazer dela uma máquina para pilotar e nunca mais esquecer.
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Honda RC213V-S é réplica da moto bicampeã da MotoGP, de Marc Marquez

 

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