Honda CBR 600RR 2014, R$ 49.500, é uma dócil superesportiva média

Arthur Caldeira

Da Infomoto

Esportivas de 600 cc são voltadas a motociclistas que buscam esportividade para acelerar em pista, mas também querem conforto para rodar na cidade e em estradas. Desde que surgiu em 2007, a Honda CBR 600RR buscou cumprir essas propostas.

O modelo 2014, que desembarcou recentemente no Brasil (dois anos após seu lançamento no exterior), promete ser mais amigável no uso "civilizado" e ainda mais eficaz em um autódromo.

Renovada, ela ganhou carenagem mais aerodinâmica -- inspirada na MotoGP -- com nova entrada de ar; garfo dianteiro mais moderno (do tipo Big-Piston Fork, da Showa) e melhorias na alimentação do motor. Custa R$ 49.500 na versão standard e R$ 52.500 na configuração com freios C-ABS.

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VELHA DE GUERRA
Logo de cara, notam-se mudanças visuais na 600RR. Inspirada na RC 212V, a carenagem tem faróis com novo formato e uma entrada de ar central um pouco maior. As saídas de ar laterais são maiores, auxiliam na dissipação de calor e conferem um visual que lembra o de superesportivas dos anos 1990.

Na traseira, a moto ficou mais larga e agora tem duas entradas de ar para melhorar a aerodinâmica. De acordo com a Honda, a nova roupagem diminuiu em 6,5% o arrasto aerodinâmico. O escapamento continua saindo por baixo da rabeta e a lanterna ganhou LEDs.

O tanque foi redesenhado e acomoda melhor o peito do piloto. Segundo a marca, o design permite que o piloto se tenha mais facilidade para se mover e oferece melhor ergonomia para braços e joelhos.

MESMO CORAÇÃO
A CBR 600RR manteve o mesmo motor de quatro cilindros em linha com duplo comando no cabeçote (DOHC), de 599 cc, do modelo anterior. Em vez de aumentar a potência e o torque, a marca preferiu melhorar a resposta do acelerador em diferentes faixas de giro, justamente para deixar a moto mais precisa e controlável.

Isso foi feito por meio de uma nova programação eletrônica. Mesmo gerando 120 cv (a 13.500 rpm) -- mesma potência da anterior --, a atualização melhorou a resposta da moto em médios e altos giros. O motor parece empurrar forte mesmo acima dos 10.000 giros, o que não acontecia antes.

A superesportiva permanece com discos duplos flutuantes de 310 mm (com pinças da Tokico de quatro pistões) na dianteira; e disco único de 220 mm (pinça da Nissin de pistão único) atrás.

Já as suspensões são novas: na dianteira, garfo telescópico invertido da Showa, com 120 mm de curso -- que permite ajustes e funciona com progressividade e estabilidade em frenagens bruscas. Na traseira, um monoamortecedor a gás com reservatório de expansão fixado por links (ajustável) com curso de 130 mm.

A 600RR fica devendo em alguns itens, como embreagem deslizante, e continua abrindo mão da eletrônica, já que não oferece controle de tração. Seu painel também é o mesmo que o da anterior, que tem fácil leitura e marcador de combustível, mas desenho defasado.

MELHOROU?
A Honda tentou tornar a 600RR uma boa esportiva para as ruas e estradas. Ela tem acelerações vigorosas (faz de 0 a 100 km/h em 3,99 segundos) e os 120 cv são mais que suficientes para manter boas velocidades em estradas.

As novas suspensões são excelentes e transmitem confiança. O sistema Unit Pro Link, que tem a balança traseira ancorada no motor, faz bem seu papel em manter a roda traseira no chão. O quadro de dupla trave superior (em alumínio) também oferece ótima maneabilidade. Isso, em conjunto com o comportamento dócil do motor, faz da 600RR uma motocicleta muito estável em curvas, seja fechada ou mais aberta.

Mario Villaescusa/Infomoto
Nova CBR 600RR é muito estável em curvas, seja fechada ou mais aberta
SIM!
A nova CBR 600RR continua sendo uma das melhores opções de superesportiva média para quem quer rodar normalmente e se divertir na pista. Entretanto, o fato de ser importada e a falta de eletrônica embarcada a deixa em desvantagem perante a concorrência.

Por R$ 49.990, a Kawasaki oferece a Ninja ZX-636R (sem ABS também), mas com controle de tração e diferentes modos de pilotagem. A Triumph Daytona 675R, montada em Manaus (AM), custa R$ 48.690 e vem com ABS e quickshift (sistema que permite subir marchas sem usar embreagem, algo útil para pistas).

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