Honda XRE 300 agora é versátil nos terrenos e no posto

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto

Mais recente modelo trail da Honda, a XRE 300, chegou às ruas em 2009, com uma missão quase impossível: substituir, ao mesmo tempo, a XR 250 Tornado e a NX 400 Falcon. Hoje a moto de 300 cc é a segunda mais vendida da categoria, atrás apenas da Honda NXR 150 Bros.

No início do ano, a marca deixou de fabricar a XRE 300 a gasolina e lançou o modelo flex. Avaliamos a versão de entrada, que sai por R$ 13.550 e não conta com o C-ABS (freios combinados com auxílio de ABS). Motocicletas trail unem a agilidade da categoria street com o conforto e versatilidade das aventureiras. E a XRE entrega o que promete.

O motor monocilíndrico de 291,6 cm³ produz 26,1 cv a 7.500 rpm e 2,81 kgfm de torque a 6.500 rpm, com gasolina, e 26,3 cv a 7.500 rpm e 2,85 kgfm de torque aos 6.500 giros, com etanol. A diferença é maior no consumo do que no desempenho. Durante o teste, a XRE fez média de 21,8 km/l (gasolina) e 19,4 km/l (etanol).

Sem forçar o motor, a XRE pode rodar a 120 km/h na rodovia e há torque suficiente para ultrapassagens. Dependendo da velocidade e da inclinação, uma redução de marcha será necessária.

A caixa de câmbio de cinco velocidades tem escalonamento e encaixes bons, mas o engate do neutro é um tanto chato, principalmente na reduzida de segunda marcha. Acima dos 120 km/h, o propulsor vibra um pouco e uma sexta marcha seria muito bem vinda, principalmente na estrada.

  • Mário Villaescusa/Infomoto

    Versátil, Honda XRE 300 consegue rodar por trilhas curtas e transpor terrenos acidentados

O chassi é do tipo berço semiduplo em aço, herdado da aposentada Tornado. Ele traz rigidez e resistência ao conjunto e ainda protege a parte inferior do motor. A posição de pilotagem ereta facilita a condução no trânsito das grandes cidades. O banco largo, de espuma macia e em dois níveis, proporciona conforto para piloto e garupa.

A roda de aro 21 na dianteira e 18 na traseira, a suspensão telescópica de 245 mm de curso na frente e o monoamortecedor com links e 225 mm de curso atrás garantem menos impacto nos braços e costas do condutor ao transpor as falhas e obstáculos da via.

TERRA
Os pneus Metzeler Enduro 3 de uso misto oferecem boa aderência no asfalto. Na terra, a XRE tem força o suficiente para transpor obstáculos, e encarar subidas íngremes e acidentadas.

Nas situações mais adversas, o motor irá pedir redução de marcha, mas o torque garante que o piloto conseguirá chegar a seu destino. A capacidade não é igual a de uma legítima moto de cross, mas permite incursões em estradas de terra e até trilhas leves e curtas.

Quadro e chassi vão bem no "off-road", mas o peso (144 kg) atrapalha em um atoleiro. A aderência dos pneus não é das melhores em terrenos não pavimentados, mas, com a calibragem correta, é possível encarar os terrenos acidentados.

O modelo  sofreu pequenas modificações estéticas em relação a do ano anterior e ganhou um tanque de combustível maior (13,4 litros). As aletas laterais estão mais harmônicas com o desenho da moto; e os novos grafismos, como a letra X em destaque na lateral, deram um visual mais agressivo. E o painel recebeu a luz que alerta quando será difícil dar a partida: temperatura inferior a 15°C e muito etanol no tanque.

RIVAIS
No mercado nacional, a XRE 300 flex tem duas concorrentes diretas. A Yamaha Lander XTZ 250 tem um perfil mais esportivo, com banco mais estreito e de espuma mais dura, tanque de combustível menor e estilo mais agressivo. Porém, é mais ágil, mais leve e mais barata: R$ 12.440.

Já a Yamaha XTZ 250 Ténéré, tem as mesmas características da moto da Honda, com banco mais largo em dois níveis e espuma mais macia, tanque de combustível de maior capacidade, painel fixo e aparência mais aventureira. O preço também é semelhante: R$ 13.490.

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