Triumph Street Triple quer fãs de Honda Hornet e Kawasaki Z800

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto

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Motocicletas inglesas sempre foram ícones em termos de engenharia e design. Felizmente para o brasileiros, a Triumph retornou oficialmente ao país em 2012 -- depois de dois anos ausente -- trazendo na bagagem uma gama de máquinas que frequentam sonhos de muitos motociclistas.

Inserida nessa lista está a Street Triple 675, naked de média cilindrada lançada no mundo em 2007, mas que não havia sido comercializada oficialmente no Brasil. Com o tempo, o modelo foi ganhando notoriedade e durante os últimos cinco anos tornou-se a moto mais vendida da marca na Europa. Não é por menos.

Por aqui, ela chegou às concessionárias em junho e já se tornou um dos modelos mais procurados da Triumph, principalmente pelo preço atrativo (R$ 31.900) e conjunto bem acertado. Seu pacote traz freios com sistema ABS de série e quatro opções de cores -- preto, azul, branco e, agora, verde. Seu preço a coloca na briga direta pela liderança da categoria -- hoje dominada pela Honda CB 600F Hornet (R$ 34.990 com ABS).

Suas outras principais rivais são a recém chegada Suzuki GSR 750 (R$ 36.990 com ABS) e Kawasaki Z800 (R$ 38.990 com ABS), que mesmo com cilindradas maiores, disputam o mesmo nicho. Dessa forma, o valor da Triumph é o mais baixo.

MENOS POTÊNCIA NO BRASIL
A Street Triple é equipada com motor DOHC (duplo comando no cabeçote), tricilíndrico de 675 cm³, com 12 válvulas e arrefecimento líquido. Trata-se do mesmo motor da superesportiva Daytona 675R, mas com alterações internas para se adequar à proposta da moto.

Enquanto no exterior o propulsor da moto é capaz de produzir 105 cv, no Brasil ele é um pouco mais "mansa": 85,1 cv. De acordo com o gerente de vendas da Triumph do Brasil, Cláudio Peruchi, a perda de potência se deve a adequação do modelo às normas nacionais de emissões de poluentes e ruídos. Com isso, o sistema de escape também foi alterado.

É comum ouvir dos apreciadores da Honda Hornet que a "Street 675" ficará para trás por conta dos quase 20 cv a menos. Em situações comuns, a moto inglesa não deixa a desejar e, até 9.000 rpm, encara de frente sua rival. Somente em uma pilotagem mais esportiva, em pista, é que o piloto sentirá falta da cavalaria.

Em pilotagem urbana, a entrega de potência acontece em todas as faixas do motor, desde as mais baixas até o limite do conta-giros. O motor três-cilindros é o principal motivo para esse comportamento elástico, pois reúne características dos bicilíndricos e dos tetracilíndricos, ou seja, torque em baixas rotações e potência linear. Além disso, a Street Triple não exige muitas trocas de marchas, o que ajuda dentro da cidade. Na estrada, a configuração ainda auxilia em ultrapassagens: basta girar o acelerador que a naked responde, já que oferece 6,1 kgfm de torque a 8.300 rpm.

FICHA TÉCNICA

  • Doni Castilho/Infomoto

+ Motor: Três cilindros em linha, 12V, 675 cm³, refrigeração a água.
+ Potência: 85,1 cv a 11.200 rpm.
+ Torque: 6,1 kgfm a 8.300 rpm.
+ Câmbio: Seis marchas.
+ Alimentação: Injeção eletrônica.
+ Dimensões: 2.055 mm x 740 mm x 1.060 mm (CxLxA).
+ Peso: 183 kg (em ordem de marcha).
+ Tanque: 17,4 litros.
+ Preço: R$ 31.900.

CICLÍSTICA E ERGONOMIA
A Street Triple é montada em Manaus (AM), por sistema CKD, e suas peças são produzidas pela Triumph na Tailândia. O chassi do modelo 2013 foi totalmente redesenhado: agora ele é de dupla trave de alumínio com subquadro fundido em alta pressão. Por ter menos soldas, o conjunto ficou mais leve -- são 183 quilos, 6 kg a menos que a anterior.

Juntamente com o chassi mais leve, o novo escapamento -- no esquema "3 em 1", feito em aço inoxidável -- foi realocado. Saiu debaixo do banco e foi para a parte lateral direita da moto, em um modo mais convencional. O fato contribuiu para a mudança no centro de gravidade. Tudo isso, somado ao conjunto de suspensões -- que também recebeu melhorias -- deixa a moto divertida de se pilotar em curvas. A mudança de direção é rápida e precisa. A capacidade de inclinação é esplêndida.

Na suspensão dianteira, a nova Street Triple usa garfos telescópicos invertidos da KYB (antiga Kayaba) com 41 mm de diâmetro e 110 mm de curso. A traseira é composta por monoamortecedor de 125 mm de curso. Os pneus Pirelli Diablo Rosso Corsa, dignos de superesportivas, aumentam a estabilidade e garantem ótima aderência, o que a deixa ainda mais ágil.

Um dos pontos altos é o sistema de freios, que conta com ABS de série. Na dianteira, a Street Triple usa discos duplos de 310 mm de diâmetro, mordidos por pinças deslizantes de dois pistões da Nissin. Na traseira, conjunto usa disco simples de 220 mm com pinça de um pistão da Brembo. A atuação dos freios é potente.

CONCLUSÃO
Com design agressivo e comportamento "semi-esportivo", Triumph Street Triple 675 veio para conquistar o coração do consumidor brasileiro, que é apaixonado por nakeds. Sua facilidade de condução transforma a adaptação do piloto à moto em uma ação natural.

Dessa forma, ela chega com tudo para brigar com a concorrência, apesar de ter alguns "cavalinhos" a menos. Seu estilo, sua irreverência, seu comportamento, sua exclusividade e, principalmente, seu preço, vão transformá-la em um case de sucesso da Triumph no país.

A versão "R", mais apimentada, pode ser apresentada durante o Salão Duas Rodas 2013, que acontece em outubro.

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