Yamaha Fazer 250 mantém qualidades e ganha motor flex na linha 2013

André Jordão
Da Infomoto

  • Doni Castilho/Infomoto

    Nova Yamaha Fazer 2013 nasceu para encarar o trânsito urbano e também vai bem na estrada

    Nova Yamaha Fazer 2013 nasceu para encarar o trânsito urbano e também vai bem na estrada

  • http://img.uol.com.br/ico_verfotos.gif FOTOS DA FAZER EM AÇÃO

A Yamaha acaba de lançar a Fazer 2013 com uma novidade importante: o sistema BlueFlex, tecnologia bicombustível que permite ao motociclista utilizar etanol ou gasolina em qualquer proporção. Agora a única 250cc flex do mercado, a Fazer também ganhou novos itens como painel com sistema de diagnóstico integrado, pré-filtro no interior do tanque de combustível, válvulas de palhetas, filtro externo de combustível e vela de ignição renovada, além de um tratamento especial de zinco no interior do tanque.

A Fazer 250 Flex ganhou ainda um novo mapeamento da ECU (Unidade de Controle do Motor) -- na nova versão, a moto usa dois filtros devido à má qualidade do processo de filtragem do etanol que chega às bombas dos postos de combustíveis.

Manutenção BlueFlex

A bomba e os filtros de combustível, segundo a Yamaha, deve ser substituída aos 30 mil quilômetros. Já o filtro de combustível externo deve ser trocado nos 15 mil quilômetros. O tubo de abastecimento do tanque também deve ser substituído a cada 10 mil quilômetros, mas antes a Yamaha recomenda verificar a operação de fechamento da válvula de lâmina. Por último, a fabricante alerta para a verificação de funcionamento da válvula solenóide do tanque de captura a cada 10 mil quilômetros.

Apesar de tudo isso, a tecnologia parece hoje não ser mais tão vantajosa. Segundo pesquisa realizada pela empresa Ticket Car, que faz quinzenalmente um levantamento para saber qual combustível é mais econômico em cada região do País, o etanol só é vantajoso em apenas três estados: São Paulo, Mato Grosso e Goiás (dados referentes à primeira quinzena de julho), onde o valor do litro não ultrapassa R$ 2. Mesmo assim, a Fazer 250 não se resume à nova tecnologia.

Design moderno, motor honesto e ciclística acertada fazem desta Yamaha uma excelente companheira para o trânsito urbano. Além disso, outra boa notícia: o valor da moto não subiu tanto na linha 2013 e ficou cerca de R$ 400 mais caro em relação a versão anterior -- seu preço sugerido é de R$ 11.690.

Veja fotos da nova Yamaha Fazer em ação
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CONFIANÇA NO MOTOR
O motor monocilíndrico de 249 cm³ com comando simples de válvula no cabeçote (OHC) gera 21 cv a 8.000 rpm e 2,1 kgfm de torque a 6.500 rpm -- e pode ser considerado um belo projeto da Yamaha do Brasil, afinal cumpre com a proposta da moto e em nenhum momento apresentou problemas graves, mesmo em suas versões anteriores.

Sistemas BlueFlex e PCV

A Fazer YS250 é a primeira motocicleta da Yamaha a contar com o sistema bicombustível. Mas algumas orientações são passadas pela fabricante antes de o consumidor utilizar o novo sistema. Dependendo da temperatura e da quantidade de etanol presente no tanque, a luz indicadora BlueFlex acenderá no painel de instrumentos. Isso significa que o sistema de segurança está em operação. Quando a luz pisca, a temperatura do compartimento está inferior a 20ºC, mas não há restrições. Já quando a luz se acende e permanece acesa, o piloto deve ficar atento, pois se recomenda abastecer com no mínimo quatro litros de gasolina para facilitar a próxima partida a frio -- a famosa esquentada na garagem, fato comum no inverno.

Já o funcionamento do sistema PCV é bastante simples e eficaz, já que todos os vapores gerados internamente no motor devido a alta temperatura são enviados através das mangueiras para a caixa de filtro de ar. A separação dos componentes do vapor ocorre devido a diferença de temperatura entre esses vapores e a caixa do filtro de ar. Assim, o vapor se condensará e será armazenado no reservatório embutido na caixa, sendo liberado para retornar ao cárter através da válvula solenoide –ela fará a liberação toda vez que a motocicleta for desligada.

Ao subir na moto, acionar a partida elétrica e girar o acelerador, o propulsor oferece respostas rápidas e também um bom rendimento em baixos e médios regimes de rotações, o que representa maior agilidade para deslocamentos urbanos (para quem não sabe, a Fazer 250 foi a primeira motocicleta de média cilindrada fabricada no Brasil alimentada por sistema de injeção eletrônica).

Totalmente de acordo com as normas ambientais de emissão de gases poluentes (Promot 3), o motor da Fazer 250 trabalha de forma linear e sem engasgos. Como diferencial, o pistão desta Yamaha é forjado e o cilindro conta com revestimento cerâmico, que dispersa o calor com mais facilidade. 

Esta tecnologia é a mesma usada em modelos da maior cilindrada da marca como, por exemplo, a R1 e a trail XT 660R. O câmbio de cinco velocidades continua oferecendo engates rápidos e bastante precisos. Não houve mudanças nas relações de marcha e nem da transmissão final.

No dia a dia do trânsito urbano, a versão a gasolina chega a rodar 29 km/l. Já o modelo BlueFlex da Yamaha Fazer 2013 chegou a cravar 23 km/l, com etanol. Ou seja, na cidade de São Paulo, por exemplo, compensa rodar com o combustível derivado da cana.

CICLÍSTICA E CONFORTO
A Fazer YS 250 reúne cinco pontos-chave para ser um sucesso de vendas: qualidade, confiabilidade, conforto, economia e agilidade, principalmente para encarar o trânsito das metrópoles. Neste primeiro contato com a versão flex, ficou claro o compromisso da Yamaha em investir na evolução natural de um produto já consagrado pelo motociclista. Bastante versátil para o dia a dia, a Fazer 2013 também pode encarar viagens curtas, já que o banco em dois níveis garante bom conforto.

Na parte ciclística, rodas de liga leve e freio a disco (220 mm de diâmetro) na traseira e 282 mm na dianteira, com a mesma pinça de dois pistões da versão anterior. O conjunto de suspensões também permanece igual: garfo telescópico convencional, na dianteira, e balança monoamortecida, na traseira -- ambas com 120 mm de curso. Ainda na versão 2011, a Fazer ganhou novo link com rolete entre o amortecedor e a balança traseira, o que contribuiu muito para deixar o conjunto mais macio e estável. Ele continua na linha 2013.

FICHA TÉCNICA: Yamaha Fazer 250 YS BlueFlex 2013

Motor: Monocilíndrico, 250 cm³, OHC, quatro tempos, refrigerado a ar.
Potência: 20,7 cv a 8.000 rpm.
Torque: 2,1 kgfm a 6.500 rpm.
Câmbio: Cinco marchas com transmissão final por corrente.
Alimentação: Injeção eletrônica.
Tanque: 19,2 litros (4,5 l na reserva).
Suspensão: Garfo telescópico (dianteira). Balança monoamortecida (traseira).
Freios:

Disco simples de 282 mm (dianteiro). Disco simples de 220 mm (traseiro).

Chassis: Berço duplo em aço.
Dimensões: 2.065 mm x 745 mm x 1.065 mm (CxLxA); 190 mm (altura do solo); 805 (altura mínima do solo); 1.360 mm (entre-eixos).
Peso: 137 kg (em ordem de marcha).

MERCADO
O modelo street da Yamaha ocupa a segunda posição da categoria no ranking de emplacamentos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), com 13.118 unidades emplacadas de janeiro a junho. Agora, com o sistema flexível, a representante street de 250cc da marca quer encostar na líder do segmento -- a Honda CB 300R, que teve 32.816 unidades emplacadas no primeiro semestre.

Com vendas estáveis, a Fazer 250 representa o degrau imediatamente acima das pequenas street urbanas de até 150cc. A Honda CB 300R tem preço e desempenho semelhantes e a briga é saudável para o consumidor. A Fazer, apesar de ter motor menor, exibe qualidades para ser merecedora da preferência de muitos consumidores e objeto de desejo de outros tantos. Quem quiser levá-la para casa terá apenas duas opções de cores (preto e prata) um ano de garantia total, sem limites de quilometragem.



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