Tradicional, Kawasaki Vulcan 900 Classic LT foi feita para viajar

Da Infomoto

  • Doni Castilho/Infomoto

    Visual clássico e conteúdo espartano marcam a custom japonesa; preço é de R$ 33.914

    Visual clássico e conteúdo espartano marcam a custom japonesa; preço é de R$ 33.914

  • http://img.uol.com.br/ico_verfotos.gif ÁLBUM DE FOTOS

Recém nacionalizada pela Kawasaki, a Vulcan 900 Classic LT está mais acessível (R$ 33.914), entretanto manteve sua proposta estradeira e o visual clássico. Essa versão da famosa custom da marca verde oferece alforjes, pára-brisa, sissy-bar e outros itens de série, tudo para o piloto ir mais longe. Ir além e não mais rápido.

A Vulcan Classic LT é espartana e robusta. Com todas as novidades e tecnologias disponíveis hoje, pilotá-la é relembrar outra época. Não que ela seja antiquada ou velha. Mas os comandos simples, a ciclística tradicional e a ergonomia confortável credenciam até os menos experientes a viajar com a Vulcan LT. Basta não ter pressa.

VERSÃO ESTRADEIRA
O interessado na versão Classic LT terá que desembolsar R$ 3.000 a mais que a versão Classic para ter os alforjes e o pára-brisa instalados de fábrica. Vale a pena? Acredito que sim. As malas laterais, além de compor o estilo custom/country, são muito úteis e fiéis ao estilo da moto. E o pára-brisa, bastante funcional. Garante que o vento não estoure no peito durante a viagem e é alto o suficiente para cobrir os olhos, mesmo em um piloto de 1.90 m como eu.


A versão LT ainda incorpora um confortável e sólido encosto para a garupa (sissy-bar) e uma plataforma para os pés, também característica das motos custom. Falando em característica, a Kawasaki optou pela transmissão final por correia dentada, mostrando que a Vulcan é uma motocicleta bem tradicional -- a correia dentada é marca registrada dos modelos da americana Harley-Davidson.

Não é nenhuma novidade e sua proposta estradeira está tatuada na Vulcan, todavia, acima dos 120 km/h ela começa a "balançar", pois não tem aerodinâmica para transpor as rajadas de vento. A condução pacata é agradável, com poucas vibrações e bom torque em baixas rotações: os 8 kgfm chegam logo a 3.700 rpm.

Já o motor, igual em todas as versões da Vulcan, deixou a desejar. Seu propulsor de 903 cc e dois cilindros em V, gera apenas 50 cv a 5.700 rpm. Essa potência não consegue levar os 282 kg (peso seco sem o uso de acessórios) além dos 150 km/h. Mesmo vibrando pouco, graças a um balanceador no eixo do virabrequim, achei este propulsor muito morno para uma motocicleta com este porte.

ESTILO TIOZÃO
Espartana em todos os detalhes, a Vulcan não agradaria a um jovem motociclista. Sem segregar e longe de qualquer preconceito, tenho propriedade ao afirmar que a Vulcan foi mesmo feita para os "tiozões". Para aqueles que são amantes do estilo custom, saudosista dos anos 1960, a moto é um ícone.

 

FICHA TÉCNICA: Kawasaki Vulcan 900 Classic LT

Motor: 903 cm³, dois cilindros em V, refrigeração líquida.
Potência máxima: 50 cv a 5.700 rpm.
Torque máximo: 8,0 kgfm a 3.700 rpm.
Câmbio: Câmbio de cinco velocidades com transmissão final por correia dentada.
Alimentação: Injeção eletrônica. Partida elétrica.
Chassi: Duplo berço em aço.
Suspensão: Dianteira do tipo garfo telescópico de 41 mm e 150 mm de curso; Traseira tipo Uni-Trak com pré-carga da mola ajustável em 7 níveis e 100 mm de curso.
Freios: Disco simples de 300 mm, pinça com pistão duplo (dianteiro) e disco simples de 270 mm, pinça com pistão duplo (traseiro).
Pneus: 130/90-16M/C 67H na dianteira e 180/70-15M/C 76H, na traseira
Dimensões: C x L x A 2.465 mm x 1.005 mm x 1.065 mm; distância entre-eixos 1.650 mm;
distância do solo 135 mm;
altura do assento 680 mm
.
Peso: 282 kg em ordem de marcha.
Tanque: 20 litros.

O pára-brisa confere ao modelo certo ar de moto de escolta e combina bem com os largos pára-lamas e com o enorme guidão tubular no estilo "chifre de boi", bem aberto e largo. Destaque para o acabamento. Tenho visto poucas motos de fábrica com acabamento tão cuidadoso. Os freios, ambos a disco e com pinças de dois pistões, são bons. Progressivos, firmes, figuram entre os melhores da categoria. Não há para esse modelo opcional com ABS, o que ajudaria muito na frenagem, principalmente com garupa.

EM BUSCA DA SIMPLICIDADE
Se a receita é não inventar moda e criar uma moto simples e objetiva, ponto para a Kawasaki. Simplicidade nos punhos de comando e também nas informações que compõe o painel, que traz velocímetro, hodômetro total, parcial e marcador de gasolina -- o último estava falhando na unidade testada.

As suspensões acompanham a receita do conjunto e o tradicional garfo telescópico está presente na dianteira da Vulcan. Na traseira, a Kawasaki optou por uma balança triangular que parece um simples suporte do pára-lamas, mas contém um amortecedor oculto debaixo do assento. Longa e baixa, a Vulcan proporciona um assento com altura reduzida (680 mm). A longa distância entre-eixos e o pneu traseiro de 180 mm contribuem para a estabilidade da Vulcan 900 na estrada.

CONCLUSÃO
Sem tecnologia ou nenhuma outra engenhoca que fará o mais tradicional se perder, a Vulcan 900 Classic LT é uma moto completa e vale os R$ 33.914 pelos quais está sendo vendida. Se você não tem pressa e privilegia estilo e bom acabamento, a Vulcan LT é uma boa opção de moto para pegar a estrada. (por André Jordão)



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