Ágil e econômica, Kasinski CRZ 150 SM traz equipamentos diferenciados

Da Infomoto

No primeiro passeio com a moto, um motoboy antenado no mundo das duas rodas para ao meu lado e pergunta: "É uma Husqvarna?". Respondo: "Não exatamente. É a nova Kasinski CRZ 150 SM". Realmente o padrão de cores -- branco e vermelho -- lembra os modelos da marca sueca, referência em supermotards (motos com ciclística trail e pneus de rua). Mas não foi apenas a pintura e a aparência que geraram a dúvida, já que a CRZ 150 SM tem acabamento muito bom e equipamentos acima da média, se comparados à concorrência.

Atualmente o segmento supermotard vem ganhando espaço no Brasil. O principal motivo é que numa mesma moto é possível ter as suspensões de longo curso de uma trail, com a agilidade e a segurança dos pneus street. Para quem busca sua primeira motard, o mercado brasileiro tem três opções de modelos de baixa cilindrada: Sundown Motard 125 (R$ 7.240), Yamaha XTZ 125 XE (R$ 8.025) e agora a CRZ 150 SM (R$ 7.290). Todas alimentadas por carburador, com partida elétrica e freio a disco dianteiro. Mas as semelhanças acabam por aqui.

EQUIPAMENTOS ACIMA DA MÉDIA
Para se destacar na categoria, a CRZ traz diversos itens que a diferenciam de suas rivais: a suspensão dianteira é invertida (upside-down), o que permite abusar nas curvas mais fechadas. Alias, este tipo de suspensão também está presente no modelo Sundown. O motor é o único da categoria com 150 cm³ de capacidade e gera 13,5 cv a 8.000 rpm. O propulsor conta ainda com um sistema de arrefecimento líquido, o que garante um funcionamento mais linear e maior durabilidade. O modelo também é o único com freio a disco traseiro e tanque de combustível em plástico.

Outros itens de série são guidão tipo fatbar em alumínio, protetor de motor, guia de corrente, pedais e pedaleiras também em alumínio. Os manetes (com regulagem para o de freio) são ideais para quem gosta de usar apenas dois dedos no acionamento, já que são mais curtos. Na rabeta fica fixado um útil bagageiro e a lanterna conta com iluminação por LEDs.

FICHA TÉCNICA: Kasinski CRZ 150 SM

Motor: Quatro tempos, 149,4 cm³, monocilíndrico, refrigerado líquida.
Potência máxima: 13,5 cv a 8.000 rpm.
Torque máximo: 1,45 kgfm a 7.500 rpm.
Transmissão: Câmbio de cinco velocidades, com transmissão final por corrente.
Suspensão: Amortecedores telescópicos invertidos (upside-down) na dianteira; balança com monoamortecedor  na traseira.
Freios: Disco wave com acionamento hidráulico (dianteiro); Disco wave com acionamento hidráulico (traseiro).
Dimensões: 2.110 mm de comprimento, 815 mm de largura e 1.140 mm de altura. Entre-eixos 1.425 mm e 210  mm de altura mínima para o solo.
Peso: 127 kg.

Porém alguns itens poderiam ser revistos. Na unidade testada o câmbio apresentava dificuldades para engatar o neutro. Já o painel poderia ser mais completo, pois conta apenas com velocímetro, hodômetro total, marcador de combustível e luzes espia. Além disso, o ponteiro do marcador de combustível era impreciso. Provavelmente uma pequena falha no sensor ou na bóia que mede a quantidade de combustível no tanque.

GASTANDO AS PEDALEIRAS
Como a maioria das motards, a CRZ 150 SM adora curvas. A ciclística, com o tanque alojado entre o quadro de dupla trave e baixa altura do solo, permite o modelo raspar as pedaleiras de alumínio no chão. E para isso não é preciso muito esforço. Fino e estreito, o banco parece ter saído de uma moto de competição, pois é possível sentar bem à frente apenas com o bocal do tanque como limitador. Porém, o assento acaba cansando. A área destinada ao garupa conta com uma camada de espuma ainda mais fina.

Em contrapartida, o guidão alto permite uma postura mais relaxada e os espelhos retrovisores grandes e altos garantem visibilidade de sobra e merecem elogios. Nas frenagens mais severas, em entradas de curva, por exemplo, o freio dianteiro funcionou muito bem. Já o freio a disco traseiro só não foi melhor por causa do pneu adotado pela montadora, o chinês Ching Shen, que tem composto muito duro.

No dia-a-dia e pilotando com mais racionalidade a moto se mostrou agradável e adequada ao deslocamento urbano. O contraste da cor preta (quadro, aros e motor) com o restante da moto, pintado em cores vivas (vermelho ou azul) fez o modelo se destacar com facilidade no trânsito.

Transitando em rodovias, mesmo não sendo indicada para este tipo de uso, a pequena motard da Kasinski apresentou um desempenho acima da média, chegando a 110 km/h em retas e 120 km/h em descidas. Na hora de abastecer, a CRZ 150 SM também não fez feio: rodou 32,2 km por litro. O contraponto é que o tanque tem apenas 6,5 litros de capacidade.

MOTARD PARA BAIXINHOS
Diferente da maioria das supermotos, a CRZ 150 SM tem um banco mais baixo, causando certo estranhamento a primeira vista. Bom para quem tem estatura mais baixa e pode pilotá-la sem medo de ficar apenas com as pontas dos pés encostando no chão. Se você é mais alto e gosta de estradas de terra a Kasinski também lançou o modelo trail CRZ 150, porém sem a suspensão invertida e o todo o visual agressivo da SM.

A CRZ 150 SM é uma opção interessante para quem usa a moto em curtos trajetos, gosta de curvas e quer se destacar na cidade. Com pequenas alterações o modelo também se tornaria ideal para “brincar” de supermoto em kartódromos. (por Lucas Rizzollo)

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