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Indian Springfield mistura jeito cruiser com touring contra Harley-Davidson

Arthur Caldeira

Da Infomoto

Lançamento tem para-brisa e malas laterais facilmente removíveis

A norte-americana Indian Motorcycle comemora um ano no mercado brasileiro com um novo modelo: a Springfield tem motor V2 de 1.811 cc, combina o visual clássico da marca com malas laterais rígidas e um grande para-brisa e custa iniciais R$ 91.990 (R$ 94.990 para a versão bicolor).

Com vocação estradeira, o modelo desembarca no Brasil e encara sua principal rival renovada: a Harley-Davidson Road King ganhou novo motor (de maior capacidade), que promete melhor desempenho e menos vibração. Há ainda redução no preço, que passou de R$ 80.300 para R$ 75.400. 

A briga de pesos-pesados centenários será boa.

Como é

O estilo marcante com grandes para-lamas envolventes, banco de couro e uma infinidade de peças cromadas garante o porte imponente característico da linha Chief. Visualmente, a Springfield se assemelha à Vintage, mas tem malas rígidas no lugar de bolsas laterais de couro. Para isso, o chassi foi reforçado e a moto ganhou uma nova suspensão traseira, com ajuste pneumático. Mudanças para carregar o peso extra também permitem a instalação de um top-case (acessório).

Isso faz da Springfield meio-termo entre as cruiser (Chief Classic e Chief Vintage) e as grandalhonas touring (Chieftain e Roadmaster). Mas a grande sacada é a facilidade de passar de uma coisa para outra. Para-brisa e malas laterais são fáceis de remover e recolocar. Sem ferramenta, a "transformação" leva segundos.

Mais "ágil"

O motor é o mesmo das outras "pesos-pesados" da Indian: V2, 1.811 cm³ de capacidade, com acionamento de válvulas por varetas e arrefecimento a ar. Brilhantemente cromado e com o câmbio de seis marchas no mesmo bloco, não prima pela sua potência -- que não passa dos 100 cv --, mas por oferecer bastante torque desde os baixos giros.

Alimentação e acelerador eletrônico foram aprimorados para 2017 e o desempenho é consistente. A Springfield oferece a aceleração típica com um prazeroso ronco no escapamento duplo e pouquíssima vibração. Embora a primeiro contato tenha sido na pista, nota-se que o motor gira pouco e roda bem relaxado: em sexta marcha, a 120 km/h, o conta-giros analógico sobre o tanque não marca nem 3.000 giros. 

Com menor inclinação no garfo dianteiro, pode-se dizer que a nova Indian é uma das mais ágeis da linha -- claro, falamos de uma moto de 376 kg. Entra com mais facilidade nas curvas e contornou cones em slalom com muito mais desenvoltura do que os outros modelos.

Parece ser ainda mais ágil ao retirar o para-brisa que, em pista, não faz tanta falta assim. (Porém, ajuda e muito em viagens mais longas.) Pedaleiras plataformas para piloto e garupa (estas com ajuste de altura) e um generoso banco completam os itens de conforto para pegar a estrada. As malas laterais não comportam capacetes, mas têm espaço suficiente para uma mala pequena e contam com uma tomada 12 V para carregar eletrônicos.

O painel traz velocímetro digital, um pequeno computador de bordo e uma novidade: sistema de monitoramento da pressão dos pneus.

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