Cultura do carro

Fuja do óbvio: veja 10 bons carros no Brasil que quase ninguém compra

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

O mercado brasileiro está diversificado. O aumento na quantidade de marcas e modelos oferecidos por aqui fez a concorrência aumentar, o que também proporcionou -- caminhando em paralelo às metas do Inovar-Auto, claro -- uma corrida maior por soluções inovadoras em motorização, assistências eletrônicas e conectividade.

Há muitos bons produtos em oferta, mas nem todos conseguem o espaço merecido, seja por conta da crise que atrofiou o setor, estratégia focada em rentabilidade ou erros de posicionamento cometidos pelas próprias marcas. UOL Carros cita 10 exemplos de veículos que, por seus atributos, teriam tudo para vender melhor. Confira:

Carros legais que ninguém compra:

  • Murilo Góes/UOL

    Chery Celer

    Não estamos ficando doidos. O Celer hatch tem um bom pacote para seu segmento: oferece ótimo espaço interno e o motor, 1.5 flex de 113 cv (etanol), empurra bem. O preço, R$ 34.990, também é bastante atrativo. Faltam capilaridade de rede e uma ação de marketing mais efetiva para vender um produto que, mesmo nacional, vendeu meras 796 unidades entre janeiro e novembro de 2016. Leia mais

    Imagem: Murilo Góes/UOL

  • Divulgação

    Citroën C4 Lounge

    A Citroën tem nas mãos um dos mais bem acertados sedãs médios à venda no Brasil. Desde a versão mais básica, de R$ 73.590, o C4 Lounge traz motor 1.6 THP turboflex de 173 cv com etanol, algo que pouquíssimos rivais possuem -- e os que têm, como Civic e Cruze, só oferecem a opção em versões acima de R$ 100 mil. Sem dinheiro para divulgar o três-volumes como gostaria (e com o estigma de ser problemática em pós-venda), a fabricante francesa emplacou 3.580 exemplares ao longo de todo este ano. Leia mais

    Imagem: Divulgação

  • Citroën C4 Picasso

    Outro carro inteligente e tecnológico da Citroën, e que ainda preza por excelente espaço interno e muito conforto, o C4 Picasso vende mal porque suas cotas de importação são bastante limitadas. Algumas concessionárias até têm demanda, mas já mandaram avisar a seus clientes que o próximo lote só chega em março do ano que vem. Resultado: ínfimas 199 vendas em 2016. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    JAC T5

    Grande esperança de renascimento da JAC no Brasil, o SUV compacto T5 é bonito, confortável e espaçoso, e ainda oferece a central multimídia com a maior tela do segmento (oito polegadas). O erro da SHC, representante oficial da marca chinesa, foi não ter trazido a configuração com câmbio CVT logo de cara, algo corrigido apenas no fim de novembro, com a agressiva etiqueta de R$ 69.990. Por isso o modelo fechou novembro tendo 747 emplacamentos acumulados em 11 meses. Leia mais

    Imagem: Murilo Góes/UOL

  • Divulgação

    Kia Picanto

    Pioneiro entre os automóveis com propulsor 3-cilindros em nosso país, o pequeno coreano sofreu como poucos o baque do super-IPI e das cotas de importação impostas pelo Inovar-Auto. Hoje sua participação no segmento de compactos é quase nula, ficando restrita a 1.755 unidades comercializadas entre janeiro e novembro. Atualmente a versão de entrada sai por R$ 40.990, um tanto salgado para seu tamanho. Leia mais

    Imagem: Divulgação

  • Murilo Góes/UOL

    Mercedes-Benz CLA

    Nascido para brigar com o Audi A3 Sedan, o Mercedes-Benz CLA marca presença com sua harmoniosa carroceria sedã-cupê de quatro portas. Há opções de motorização 1.6 de 156 cv ou 2.0 de 211 cv, sempre sobrealimentadas por turbo. O que faz com que ele tenha vendido somente 584 exemplares em 2016? Além do fato de não ser nacionalizado, algo que acontece com o A3 Sedan, tem a questão do preço: R$ 156.900 é muito para um carro desse porte, por mais grife que tenha.

    Imagem: Murilo Góes/UOL

  • Peugeot 2008

    Ok, um volume de 9.606 unidades em 11 meses não é de todo ruim, dado o cenário, mas é preciso contextualizar que o 2008 (a partir de R$ 72.390) é produzido no Brasil e está posicionado num segmento em franca expansão. Desde seu lançamento ele tem sido ofuscado por Honda HR-V, Jeep Renegade, Nissan Kicks, Chevrolet Tracker e afins, e sequer conseguiu alcançar até hoje a meta de 1.000 exemplares vendidos ao mês. Carro por carro o crossover da Peugeot não deve em nada à concorrência, e até ganha na empolgante configuração 1.6 turboflex de 173 cv (etanol). A má fama em pós-venda e valor de revenda certamente fala contra na hora de fechar negócio. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Renault Fluence

    Sabemos que tem sido complicado posicionar um importado no Brasil recentemente, especialmente num segmento dominado pela força de imagem das marcas japonesas. Mas o Fluence deveria vender melhor, porque é uma boa opção e também porque é feito na Argentina, com quem o Brasil possui acordo bilateral que facilita as importações. Fato é aque a Renault parece ter desistido de fazer volume: agora o três-volumes só existe por aqui em duas versões, a partir de R$ 95.000. Isso ajuda a explicar por que comercializou 3.926 exemplares este ano, ficando longe da briga pelo top-3. Leia mais

    Imagem: Murilo Góes/UOL

  • Murilo Góes/UOL

    Volkswagen Golf Variant

    Não teve jeito. A ascensão dos SUVs representou queda vertiginosa de um tipo de veículo bastante cultuado entre especialistas: as peruas. Assim, por mais que a Volkswagen Golf Variant tenha o trunfo da motorização TSI (agora turboflex na configuração 1.4) e o apelo de, enfim, voltar a ser genuinamente um "Golf", não conseguiu passar de 924 emplacamentos no período de janeiro a novembro. Também pudera: a partir de R$ 104.216 fica difícil... Leia mais

    Imagem: Murilo Góes/UOL

  • Murilo Góes/UOL

    Volkswagen Passat

    Um dos modelos mais tecnológicos à disposição em nosso mercado, a oitava geração do Volkswagen Passat também retomou o bom gosto do ponto de vista estético. Só que é capaz de você provavelmente não ter visto nenhum na rua até agora: o volume em 2016 até o momento foi de ínfimos 180 emplacamentos. Com foco total em rentabilidade, o sedãzão está caro (parte de R$ 164.890) e traz os itens mais legais, incluindo assistências semi-autônomas, como opcionais. Leia mais

    Imagem: Murilo Góes/UOL

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