Cultura do carro

Mercedes-AMG E 63 tem 612 cv e você nem lembra que está em um sedã; assista

Leonardo Felix

Do UOL, em Portimão (Portugal)

Sem preço definido, Classe E mais furioso chega ao Brasil até abril

O novo Mercedes-Benz Classe E é um dos maiores expoentes tecnológicos do setor automotivo nos dias atuais. UOL Carros já mostrou todos os atributos do sedã executivo, que quase anda sozinho (não viu? Assista ao vídeo aqui). 

Só que, neste caso, você até esquece que está em um sedã de quase 5 metros de comprimento. No Mercedes-AMG E 63 S, o motorzão V8 biturbo, de 4 litros, gera 612 cv de potência (entre 5.750 e 6.500 giros) e absurdos 86,7 kgfm de torque (de 2.500 a 4.500 rpm) na variante preparada pela divisão de desempenho AMG e que está sendo lançada mundialmente em novembro. Há uma configuração mais "comportada", que gera "apenas" 579 cv e 76,5 kgfm.

O modelo deve chegar ao Brasil entre março e abril de 2017, a preço ainda não definido. Não será um brinquedo para muitos, certamente: somando 2015 e 2016 o sedã não chegou a 10 unidades emplacadas -- foram seis no ano passado e três neste.

UOL Carros teve oportunidade de testar a configuração mais forte por rodovias e no autódromo do Algarve, sul de Portugal. Assista ao vídeo e veja a experiência.

Sai o monstro

O E 63 S (cujo nome remete ao aposentado e lendário V8 de 6,3 litros da Mercedes) usa o mesmo "veoitão" biturbo já conhecido de AMG GT e C 63, porém numa calibração de potência jamais usada. Também pudera: ele é 24 cm maior e cerca de 100 kg mais pesado do que o esportivo do Classe C.

A transmissão, automatizada de dupla embreagem e nove velocidades, com embreagem úmida, é uma bem-vinda evolução do DCT-7 que ainda equipa o C 63. 

Com tanta força o E 63 S é capaz de fazer o 0-100 km/h em 3,4 segundos (mesmo índice do AMG GT) e de atingir 250 km/h controlados eletronicamente (pacote opcional expande o limite a 300 km/h).

Na prática o três-volumes anda muito forte e, apesar do subesterço gerado pela concentração de massa na dianteira (onde o motor está), a ação dos controles eletrônicos e da tração integral com distribuição totalmente variável de torque (entre 50/50 e 100% para o eixo traseiro, nunca "dianteiro") ajuda a segurar o carro sem sustos -- claro, se o condutor não abusar dos limites.

Suspensões baixas e reforçadas são muito duras para uso na cidade, embora se comportem bem em rodovia.

Classe E comum é para andar sem dirigir; assista

"Tunadão" de respeito

Com um ar mais malvado que os Classe C e E habituais (graças a grade e para-choque frontais foram redesenhados, mais discreto spoiler e duas saídas duplas de escape), rodonas de alumínio forjado de 19 polegadas (ou aro 20 como opcional), discos microperfurados de carbono-cerâmica e pinças destacadas, a sensação é mais de um "sedãzão preparado" que de um esportivo genuíno -- o BMW M5 consegue um sincronismo maior. Mas isso não é necessariamente um defeito.

Como brincou Bernd Schneider, ex-piloto de F1, pentacampeão do alemão de Turismo e embaixador da Mercedes-AMG: "É a limusine mais veloz que já vi".

Viagem a convite da Mercedes-Benz do Brasil.

Topo