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Chevrolet domina vendas do semestre com Onix e Prisma; veja ranking

Murilo Góes/UOL
Chevrolet Prisma (foto) e Onix são construídos sobre a mesma base, em Gravataí (RS) imagem: Murilo Góes/UOL
Divulgação
Alta Roda

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Fernando Calmon

Colunista do UOL

No primeiro semestre de 2015, aconteceram algumas reviravoltas de peso nos 15 segmentos em que esta Coluna divide o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A primeira surpresa foi a dupla Chevrolet Onix/Prisma assumir a liderança, seguida de perto por Hyundai HB20/HB20S (hatch e sedã). Acredite, eles interromperam uma longa série histórica protagonizada por modelos da Volkswagen e da Fiat.

Gol e Voyage juntos estiveram à frente até o final do ano passado, mas caíram para a quarta colocação ao fim deste primeiro semestre. Sem a soma de hatches e sedãs, a dupla de hatches de gerações diferentes Palio/Palio Fire continua na liderança alcançada pela primeira vez em 2014 e mantém a posição agora.

Novo cenário

A chegada recente de quatro novos utilitários esporte compactos também proporcionará mais mudanças. Em apenas três meses de vendas o HR-V avançou a tal ponto que, por uma diferença de apenas 271 unidades, não desbancou a liderança do EcoSport, modelo que criou e sempre dominou a categoria. Há nítida tendência de essa onda de novos SUVs avançarem em participação de mercado. Foi o único segmento que cresceu -- 5% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Outros desabaram até mais de 50%.

Também alcançaram a liderança em seus segmentos BMW Séries 5 e 6, Mercedes-Benz Classe C e Porsche Boxster/Cayman.

Regras do ranking

A coluna Alta Roda agrega hatches e sedãs da mesma família e igual distância entre eixos, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos diferentes são classificados à parte (Grand Siena, Logan, Etios, Jetta e outros). A base é a do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Só se citam modelos mais representativos do segmento. Dados compilados por Paulo Garbossa, da ADK.

  • Compactos: Onix/Prisma, 12%; HB20 hatch/sedã, 10,4%; Palio/Fire/Siena, 9,6%; Gol/Voyage, 9,1%; Ka hatch/sedã, 8,5%; Uno, 5,8%; Fox, 5,7%; Sandero, 5,1%; Celta/Classic, 4,7%; up!, 3,7%; Fiesta hatch/sedã 3,6%; Grand Siena, 3%; Etios hatch 2,3%; Logan, 2,2%; City, 2%; Cobalt, 1,7%; Etios sedã, 1,6%; March, 1,5%; C3/DS3, 1,3%; Punto, 1,2%; Clio, 1,1%; 208, 1%. Onix/Prisma, líderes pela primeira vez.
     
  • Monovolume pequeno: Fit, 48%; Spin, 30%; Idea, 10%. Fit amplia.
     
  • Monovolume médio: J6, 40%; Mercedes B, 31%; Town&Country, 14%. Preço atraente explica.
     
  • Médio-compacto: Corolla, 29%; Civic, 16%; Cruze hatch/sedã, 10,2%; Focus hatch/sedã, 10,1%; Sentra, 6%; Golf, 5%; Jetta, 4%; A3 hatch/sedã, 3,5%; Fluence, 2,7%; C4 Lounge/DS4, 2,6%; Lancer, 1,9%; Bravo,1,5%; Peugeot 308, 1,3%. Corolla com mais folga.
     
  • Médio-grande: Fusion, 29%; BMW Séries 3 e 4, 27%; Mercedes C, 24%; Audi A4/S4, 4%. Fusion sob ameaça.
     
  • Grande: BMW Série 5/6, 37%; Mercedes E/CLS, 29%; Jaguar XF, 21%. BMW é novo líder.
     
  • Topo: Mercedes S, 50%; Panamera, 17%; BMW Série 7, 11%. Mercedes reassume a ponta.
     
  • Esporte: Boxster/Cayman, 25%; BMW Z4, 23%; Corvette, 13%. Porsche virou o jogo.
     
  • Crossover: ASX, 48%; Range Rover Evoque, 23%; Freemont/Journey, 22%. Liderança tranquila.
     
  • SUV compacto: EcoSport, 25,5%; HR-V, 25,1; Duster, 24%. EcoSport deve perder a luta.
     
  • SUV médio-compacto: Tucson/ix35, 39%; Sportage, 11%; Outlander, 10%. Líderes sem ameaças.
     
  • SUV médio-grande: Hilux SW4, 40%; XC60, 11%; Sorento, 9%. Sem preocupações.
     
  • SUV grande: Pajero Full/Dakar, 39%; Grand Cherokee, 17%; Edge, 11%. Pajero consolidado.
     
  • Picape pequena: Strada, 54%; Saveiro, 32%; Montana, 14%. Strada não se abalou.
     
  • Picape média: S10, 31%; Hilux, 27%; Ranger, 15%. S10 ainda firme.

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RODA VIVA

  • Queda de vendas no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014 foi de 21% e parece ter atingido o fundo do poço, segundo a posição da Anfavea. A Fenabrave, no entanto, ainda projeta o fechamento do ano com uma contração de até 24% sobre 2014. Estoques de 51 dias em maio diminuíram para 47 dias em junho pelo encolhimento da produção em 18,5%.
  • Falta de confiança é o principal fator depressivo do mercado, pois inadimplência está em nível próximo ao mínimo histórico. Em 2015 devem ser vendidos no máximo 2,6 milhões de veículos. Significa recuo superior a um milhão de unidades em dois anos. Para ter ideia do tombo, diferença equivale ao mercado anual do México, segundo maior da América Latina.
  • Estratégia interessante da Audi foi colocar motor turbo 1,4 L de 150 cv no ano-modelo 2016 do Q3 alemão. Seu preço de entrada parte de competitivos R$ 127.190, o mais baixo entre os SUVs premium. Já reflete os ganhos da entrada em produção no Paraná, no início de 2016. Há retoques externos, acabamento mais simples, porém sem desapontar em termos de desempenho.
     
  • Subaru confirma para o próximo mês a estreia de dois modelos por R$ 147.900 (WRX) e R$ 194.900 (WRX STI) para alavancar a marca. É impressionante a capacidade de aceleração e de vencer curvas com rapidez do STI que, como todo Subaru, tem tração 4x4. Motor de 2,5 litros entrega 305 cv e 40 kgfm. Por enquanto, oferecido aqui apenas com câmbio manual de 6 marchas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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